
Mostra de Cinemas Africanos realiza masterclass sobre documentário e ficção na Aliança Francesa Salvador
Reunião integrou grupo multicultural com ensaio fotográfico inspirado na diáspora atlântica
Por Yan Inácio

Com direito a ensaio fotográfico, cineastas africanos, organizadores de cineclubes e artistas de Salvador se reuniram no Estúdio África, na Rua Chile, para discutir, de forma descontraída, sobre produção, distribuição e circulação cinematográfica, na noite deste sábado (19).
O encontro foi mediado por Goli Guerreiro, antropóloga, artista visual e idealizadora do Estúdio África, e Ana Camila Esteves, diretora e curadora da Mostra de Cinemas Africanos. Fundado há 9 anos, o projeto realiza ensaios fotográficos com roupas e elementos temáticos da diáspora tendo como plano de fundo telas produzidas por Guerreiro, que representam vivências em territórios de África.
Durante a reunião, os convidados se integraram de maneira lúdica com uma sessão de fotos. “Como é gostoso ver as pessoas se divertindo, com uma coisa que é inspirada nos repertórios africanos, aqui deste lado do Atlântico. Você tem a percepção da importância desse tipo de repertório para a criação artística na diáspora. Quando é colocado de volta para as pessoas que o inspiram, é uma alegria coletiva”, disse Goli Guerreiro.

Estiveram presentes Chloé Aïcha Boro e Damien Hauser, cineastas africanos convidados pela Mostra de Cinemas Africanos 2026, as fundadoras do Cineclube Kalunga, Dandara Lopes e Joyce dos Santos, artistas baianos como a cineasta Ceci Alves e a atriz Meniky Marla, além de africanos residentes em Salvador, como o mestre em língua e cultura beninense Adechina Wenceslas Padonou.

“Falar sobre como a gente se deixa habitar pelo cinema e como habitamos o cinema para dar a ele a nossa própria marca foi para mim, um momento totalmente maravilhoso. Eu me senti honrada por estar diante de todas essas pessoas lindas e por trocar também durante os debates. Eu também aprendi muito, dei um pouco e recebi muito com essa troca acolhedora aqui para encerrar o festival”, destacou Chloé Aïsha Boro.
Dandara Lopes também destacou o tom descontraído do evento. “Esse momento é até para sair um pouco dessa coisa de sempre estar no contexto de trabalho. Tem o momento também de confraternizar, de trocar e falar sobre cinema, mas também é conhecer as pessoas que estão envolvidas. É uma troca cultural, a gente tem três línguas aqui, ao mesmo tempo”, finalizou.



