DSC01237

EMA EDOSIO

Nigéria

Ema Edosio Deelen é cineasta nigeriana, conhecida por seu estilo visual marcante e por histórias que exploram identidade, resiliência e o espírito humano com sensibilidade. Fundou a City Gates Film Production, dedicada a narrativas ousadas e centradas em personagens, que dialogam com diferentes culturas. Seu primeiro longa, Kasala!, foi exibido em mais de 30 festivais internacionais, conquistou nove prêmios e se destacou pelo retrato vibrante da juventude e das desigualdades sociais. Otiti, seu segundo filme, estreou na Mostra de Cinemas Africanos e foi elogiado pela delicadeza ao abordar laços familiares e redenção. Formada em cinematografia e direção pelo Motion Pictures Institute of Michigan, Ema construiu uma forte linguagem visual, fruto da experiência como videojornalista e diretora para BBC, Vice e Bloomberg. Seu novo filme, When Nigeria Happens, primeiro drama nigeriano de dança contemporânea, estreia em agosto de 2025, abrindo o Open Doors no Festival de Locarno.

Team Abba T. Makama

ABBA MAKAMA

Nigéria

Abba T. Makama é um cineasta e artista visual premiado da Nigéria. Seu filme de estreia, “Green White Green”, teve sua estreia mundial em 2016 no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Desde então, foi exibido em mais de 20 festivais internacionais, incluindo o Festival Internacional de Cinema de Estocolmo, a Semana dos Críticos de Berlim e o Festival de Cinema de Cartago. O filme foi distribuído mundialmente pela Netflix e Canal Plus. Seu segundo longa, “The Lost Okoroshi”, também estreou no TIFF 2019 e, em seguida, foi exibido no BFI London Film Festival e na Berlin Critics Week 2020. “The Lost Okoroshi” foi lançado na Netflix em 2020. Abba é membro fundador do coletivo Surreal 16 e do S16 Film Festival.

chioma-onyenwe_54363391151_o

CHIOMA ONYENWE

Nigéria

Chioma Onyenwe é produtora, diretora e roteirista, vive em Lagos e fundou a Raconteur Productions, explorando história, cultura e identidade sob um olhar africano. Liderou o August Meeting Movement, peça sobre a Revolta das Mulheres de Aba (1929), criou o primeiro podcast de true crime da Nigéria, 23419, indicado ao One Media Awards, dirigiu o documentário Ime Ego (Generation Africa) e estreou com 8 Bars & A Clef, indicado ao Africa Movie Awards. Seu longa I Do Not Come To You By Chance, adaptação de Adaobi Tricia Nwaubani, estreou em Toronto (2023), passou pelo IFFR (2024) e venceu o prêmio do público no Africa International Film Festival. Seu mais novo filme, The Legend of the Vagabond Queen of Lagos, estreia em Toronto (2024). É fellow dos programas Creative Indaba e EAVE.

Bio 4

BLESSING UZZI

Nigéria

Blessing Uzzi é produtora e diretora de cinema nigeriana. Graduou-se com louvor em Relações Internacionais pela Eastern Mediterranean University, no Chipre do Norte, antes de retornar à Nigéria para seguir carreira no audiovisual. Dirigiu e produziu dois curtas e, mais recentemente, um longa-metragem. Produziu o curta 9:07, sobre as últimas seis horas da vida de um escritor. Também dirigiu e produziu No Man’s Land, que aborda remoções forçadas e demolição de favelas, além de produzir Freedom Way, que trata do assédio policial a jovens na Nigéria, roteiro também assinado por ela. É fundadora da Bluhouse Studios, produtora nigeriana dedicada a filmes, videoclipes, publicidade e outros conteúdos visuais, anteriormente chamada Eccentric Media. Blessing se destaca por narrativas que iluminam questões sociais urgentes em seu país.

Crew_Director_Mamadou

MAMADOU DIA

Senegal

Mamadou Dia é cineasta senegalês radicado em Nova York. Mestre em Cinema pela Tisch School of the Arts (NYU), trabalhou por mais de oito anos no Senegal como operador de câmera e videojornalista antes de se mudar para os EUA. Seu curta Contained é inspirado em fatos reais que presenciou em Serra Leoa ao cobrir o surto de ebola em 2014. Já o curta Samedi Cinema (2016) estreou nos festivais de Veneza e Toronto, e recebeu o CH Cinema Network Prize no Festival de Friburgo (2017). Seu primeiro longa, Nafi’s Father (2019), venceu o Leopardo de Ouro na competição Cineastas do Presente e o prêmio de Melhor Primeiro Filme no Festival de Locarno, consolidando Mamadou como um nome de destaque do cinema africano contemporâneo. Seu trabalho combina forte dimensão humana e social, abordando as tensões e complexidades vividas em sociedades africanas em transformação.

DIRETOR

PHILBERT AIMÉ MBABAZI

Ruanda

Mbabazi Sharangabo Philbert Aimé é cineasta ruandês, formado em Cinema pela Haute École d’Art et de Design de Genebra (2017). Dirigiu mais de uma dezena de curtas, incluindo I Got My Things And Left, vencedor do Grand Prix em Oberhausen (2019), do prêmio de Melhor Curta em Praga (2020) e Menção Especial do Júri em Winterthur, exibido em mais de 30 festivais como Rotterdam, Namur, IndieLisboa e Londres. Seus filmes de estudante, The Liberators e Versus, também circularam por festivais como Visions du Réel, Uppsala, Tampere e Oberhausen. Participou do Locarno Filmmakers Academy (2019), Berlinale Talents e Torino Script Lab (2020). Vive em Kigali, onde dirige a Imitana Productions, dedicada a seus filmes e ao fortalecimento do jovem cinema ruandês. Em 2025, Oberhausen fez uma retrospectiva de sua obra. Minimals In A Titanic World é seu primeiro longa.

Kamy-Lara

KAMY LARA

Angola

Kamy Lara é produtora e cineasta angolana com mais de 15 anos no setor audiovisual. Formou-se em Audiovisual e Multimédia em Portugal, onde iniciou carreira no departamento de câmera de longas. Em 2010, voltou a Luanda para integrar o projeto Angola – Nos Trilhos da Independência, que coletou mais de 500 testemunhos da luta de libertação. Tornou-se figura central na Geração 80, onde dirigiu, filmou e chefiou o setor técnico, contribuindo para filmes como Air Conditioner, Our Lady of the Chinese Shop e editando Meu Semba. Seu doc de estreia, Beyond My Steps (2019), foi exibido em dezenas de festivais e premiado no DOC Luanda e no San Francisco Dance Film Festival. Desde 2020, dedica-se à produção, fundando a Uika Filmes em 2023. Produziu As If the World Had No West e está à frente de projetos como Karl Marx, Luanda. Em 2024, integrou o Creative Producers Indaba e participou do Atlas Workshop e IFFR Pro.

ntare_selfie_first_choice_crop_web-1-1000x1000

NTARE GUMA MBAHO MWINE

Uganda / EUA

Ntare Guma Mbaho Mwine é artista, fotógrafo, ator e cineasta, com dupla cidadania (Uganda e Estados Unidos). Como ator, participou de longas como Blood Diamond e 40, além de séries como The Chi (Showtime), The Knick, Treme (HBO), Heroes, ER e CSI. Como diretor, realizou Beware of Time, premiado no Berlin Black International Cinema Festival, e Kuhani, vencedor do prêmio de direção no Festival Internacional de Curtas de Winterthur e indicado ao Slamdance. Estrelou Farewell Amor, selecionado para o Festival de Sundance 2020. Recentemente foi indicado ao Peabody Award como parte do elenco fixo de The Chi. Atualmente prepara um longa documental sobre o fotógrafo de estúdio ugandês Kibaate Aloysius Ssalongo, com produção executiva de Steven Soderbergh. Seu trabalho transita entre cinema, TV, teatro e fotografia, sempre atento a narrativas ligadas a vivências e identidades marginalizadas.

MEG

MEG OTANWA

Nigéria

Meg Otanwa é uma atriz nigeriana de destaque, nascida em 14 de fevereiro no estado de Benue. Formada em Língua Inglesa pela Ahmadu Bello University, possui mestrado em Gestão de Recursos Humanos na Tunísia e MBA na França. Antes de atuar, trabalhou no Banco Africano de Desenvolvimento em Túnis. Sua estreia no cinema foi em I’ll Take My Chances (2011), seguida por papéis em October 1, Ojuju e na série Before 30. Ganhou notoriedade como Koko na novela Hush, que lhe rendeu o AMVCA de Melhor Atriz em Drama (2017). Atuou em filmes premiados como For Maria Ebun Pataki, Knockout Blessing e The Weekend (Tribeca 2024). Em 2025, recebeu o Special Recognition Award no ICFF, consolidando-se como uma das grandes intérpretes do cinema nigeriano contemporâneo.

PHOTO-2024-07-22-06-41-45 10

ARNAUD RWASANGABO

Ruanda / África do Sul

Arnaud Rwasangabo é um cineasta e diretor de fotografia ruandês baseado em Durban, África do Sul. Crescendo em Kigali, sua cidade natal, não via o cinema como algo acessível, mas gostava de capturar momentos com câmeras descartáveis. Ao se mudar para a África do Sul, descobriu as possibilidades de fazer filmes até com um celular. Seus filmes exploram personagens que lidam com dúvidas e o desejo profundo de aceitação, criando narrativas que refletem experiências humanas e provocam reflexões.