Programação atividades paralelas

Confira a programação de mesas e debates da edição especial da Mostra de Cinemas Africanos

Entre os dias 12 e 22 de março de 2021 acontece a edição especial da Mostra de Cinemas Africanos junto ao Cineclube Mário Gusmão, projeto de extensão da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Composta por filmes africanos contemporâneos, muitos inéditos no Brasil, a programação inclui a exibição de 7 documentários em longa-metragem e 14 curtas de ficção, todos legendados em português e disponíveis apenas em território brasileiro. A exibição dos filmes acontece de forma online e gratuita, em parceria com a Spcine Play, única plataforma pública de streaming do Brasil: https://www.spcineplay.com.br/

Como parte da programação acontecerão também 01 mesa redonda e 03 sessões comentadas. Confira os detalhes abaixo e participe.

MESA REDONDA | Ativismos contemporâneos no cinema documentário na África

Com base na programação de longas-metragens desta edição especial, a mesa redonda propõe discutir o cinema documentário contemporâneo na África. A ideia é que seja mais um bate-papo sobre a perspectiva trazida pela própria seleção da Mostra, cujo tema ou recorte central gira em torno de ativismos contemporâneos. Mediada por Gabriela Almeida, a mesa tem como convidados Amaranta Cesar, Dieison Marconi e Gilberto Sobrinho.

Dia 13 de março de 2021, às 17h, neste link.

 

Amaranta Cesar: professora do Curso de Cinema  e Audiovisual da UFRB, tem doutorado em Cinema e Audiovisual pela Universidade de Paris III. É idealizadora e coordenadora do Cachoeiradoc – Festival de Documentários de Cachoeira (BA) e coordenadora do Grupo de Estudos e Práticas em Documentário.

Dieison Marconi: pós-doutorando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM-SP, Doutor em Comunicação pela UFRGS, mestre em Comunicação e Bacharel em Comunicação Social pela UFSM. Se dedica aos estudos das relações entre imagem, estética, política e estudos queer.

Gilberto Alexandre Sobrinho: é professor de estudos de cinema e TV e vídeo, na graduação e pós-graduação no Instituto de Artes da Unicamp. Dirigiu curtas-metragens, videoarte e websérie documental, com foco, principalmente, em questões afro-diaspóricas.

A mediação fica por conta de Gabriela Almeida, professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM-SP, membro da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinemas e Audiovisual (SOCINE), produtora e curadora do Seminário Pensar a Imagem, no festival Cine Esquema Novo.

 

BATE-PAPO | Memória: performatividades entre-tempos (programa de curtas)

De que forma as memórias se manifestam, acalentam ou assombram? A primeira sessão: Memórias: performatividades entre-tempos nos propõe sentir e refletir a invocação da linguagem e a necessidade de um novo olhar, tendo como fio condutor a memória, o tempo e de que modo o corpo e o espaço performam essas histórias. O convite para esse encontro tem como intuito propor uma discussão acerca do tempo e das memórias ancoradas nos corpos. Mediada por Jamile Cazumbá, a conversa tem a participação de Cintia Guedes, Fabio Rodrigues Filho e Musa Michelle Mattiuzzi.

Dia 14 de março de 2021, 17h, neste link.

Fabio Rodrigues Filho atua na crítica, programação, pesquisa e realização em cinema. Mestrando em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), graduou-se na mesma área na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). Compôs a comissão de seleção de festivais, mostras e laboratórios de filmes. Realizador do filme ensaio “Tudo que é apertado rasga” (2019).  Trabalha ainda como cartazista, realizando pôster para diversos curtas-metragens e mostras de cinema. Contribui com textos para revistas, catálogos, sites e para o blog pessoal Tocar o Cinema.

Cíntia Guedes escreve, pesquisa, é  artista e professora da Universidade Federal da Bahia, do Instituto de Humanidades Artes e Ciências Professor Milton Santos. Suas pesquisas atravessam o campo multidisciplinar das artes, e abordam a produção de corporeidades e memórias a partir de perspectivas anti-coloniais e afrodiaspóricas.

Musa Michelle Mattiuzzi é performer, diretora de cinema, escritora e pesquisadora do pensamento radical negro norte-americano. Seus trabalhos se apropriam do/e subvertem o lugar exótico atribuído ao corpo da mulher negra pelo imaginário cisnormativo branco, que o transforma numa espécie de aberração, entidade dividida entre o maravilhoso e o abjeto.

BATE-PAPO | Vivências do novo e perspectivas do agora (programa de curtas)

O que é ser e estar sujeito? A construção sob a perspectiva da infância na sua individualidade é transversal ao externo, ou seja, ao meio social e cultural. A segunda sessão: Vivências do novo e perspectivas do agora traz diversas narrativas em torno das infâncias e tem como proposição um deslocamento do olhar para entendermos e discutirmos suas complexidades. O convite para esse encontro tem como intuito propor uma discussão acerca das narrativas e das formas de narrar essas histórias. Mediada por Álex Antônio, a conversa conta com a participação de Angela Figueiredo e Mirian Reis.

Dia 16 de março de 2021, 17h, neste link.

Mírian Reis é professora de Teoria da Literatura no Campus dos Malês da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira – UNILAB e do Programa de Pós-graduação em Estudos Literários da UEFS. Doutora em Ciência da Literatura pela UFRJ, Mestra em Literatura em Diversidade Cultural pela UEFS e Bacharela em Letras Vernáculas pela UFBA, possui Pós-doutorado em Educação pela UEFS, com ênfase em Formação de Leitores. Coordena o Literarte – Grupos de Estudos em literatura e outras linguagens (UNILAB – DGP/CNPq). Desenvolve pesquisas que trazem como tema as relações entre ficção, memória e história através dos diálogos possíveis entre as diversas expressões artísticas, em especial nos contatos entre literatura e cinema.

Angela Figueiredo é  professora Associada II no Centro de Artes, Humanidades e Letras da UFRB e coordenadora do Coletivo Angela Davis, grupo de pesquisa ativista nas áreas de gênero, raça e subalternidade e coordenadora da primeira Escola Internacional Feminista Negra Decolonial. Como pesquisadora, tem atuado nas áreas de Desigualdades Sociais e Raciais, Desigualdades de Gênero, Cultura e Identidade, Classe Média, Beleza, Movimento Sociais, Empreendedorismo, Feminismo Negro e Emprego Doméstico. Nos últimos anos, publicou artigos na área de gênero, raça e feminismo negro. Realiza oficinas e workshops sobre Empreendedorismo, Feminismo negro e Escrita para as mulheres.

BATE-PAPO | Corpo-território: transversalizando os espaços (programa de curtas)

A sessão é sobre romper imagens recriando olhares e corpos que cortam os tempos, é corpo-território, buscando transitar e compreender as complexidades do ser, refletindo sobre os sonhos, as vontades, desejos de trânsito do corpo, a experiência do questionamento de quem se é e para onde deseja ir. O convite para esse encontro tem como intuito propor uma discussão sobre os deslocamentos feitos pelo chão, mas também pela subjetividade. É sobre os saltos que damos e que finalmente perceberemos se a gravidade nos joga de volta para o chão ou nos propõe permanecer flutuando. Mediada por Ema Ribeiro, a conversa tem a participação de Janaína Oliveira e Tatiana Carvalho Costa.

Dia 18 de março de 2021, 17h, neste link.

Janaína Oliveira é pesquisadora e curadora, Janaína Oliveira é doutora em História, professora no IFRJ (Instituto Federal do Rio de Janeiro), e foi Fulbright Scholar no Centro de Estudos Africanos na Universidade de Howard, em Washington D.C. nos EUA.  Desde 2009, desenvolve pesquisa sobre as cinematografias negras e africanas, atuando também como curadora, consultora, júri e painelista em diversos festivais e mostras de cinema no Brasil e no exterior. 

Tatiana Carvalho Costa é doutoranda em Comunicação Social pela UFMG. Docente no Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte, nos cursos de Cinema e de Jornalismo e coordenadora, esta instituição, do projeto de extensão universitária PRETANÇA. Participa do movimento de artes cênicas segundaPRETA e colabora em festivais de cinema e cineclubes como curadora, programadora e júri. É integrante do FICINE – Fórum Itinerante do Cinema Negro – e é conselheira da APAN – Associação de Profissionais do Audiovisual Negro. 

 

Read More
Edição especial 2021: confira programação

Mostra de Cinemas Africanos destaca documentários africanos contemporâneos – confira programação

Edição especial acontece em parceria com o Cineclube Mário Gusmão; filmes são exibidos na plataforma Spcine Play.

Entre os dias 12 e 22 de março de 2021 acontece a edição especial da Mostra de Cinemas Africanos junto ao Cineclube Mário Gusmão, projeto de extensão da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Composta por filmes africanos contemporâneos, muitos inéditos no Brasil, a programação inclui a exibição de 7 documentários em longa-metragem e 14 curtas de ficção, todos legendados em português e disponíveis apenas em território brasileiro. A exibição dos filmes acontece de forma online e gratuita, em parceria com a Spcine Play, única plataforma pública de streaming do Brasil: https://www.spcineplay.com.br/  

Todos os filmes estreiam às 19h e cada filme fica disponível por 72h na plataforma da Spcine Play a partir da data de sua estreia. Há limites de visualizações específicos para cada filme (ver programação). 

O foco desta edição especial está nos documentários africanos contemporâneos, gênero/formato dos sete longas-metragens que compõem a programação. Com curadoria de Ana Camila Esteves e Beatriz Leal Riesco, a ideia foi trazer para o Brasil filmes que giram em torno da ideia de ativismos africanos, traçando um breve panorama das formas contemporâneas de luta e resistência em diversos territórios do continente. Tanto no âmbito macro como no micro, as narrativas apresentadas oferecem ao público brasileiro um repertório atual sobre exercícios diários de lutas cotidianas, que vão desde enfrentamentos corpo a corpo na rua até investigações íntimas sobre o passado e a relação com diferentes gerações de uma família.

A ficção aparece nos três programas de curtas-metragens, cuja curadoria é assinada por Jamile Cazumbá, Ema Ribeiro e Álex Antônio, integrantes do Cineclube Mário Gusmão. O primeiro programa de curtas, intitulado Memória: performatividades entre-tempos, reúne cinco filmes que exploram linguagens experimentais em torno de nuances da memória. O segundo, Vivências do novo e perspectivas do agora, explora a diversidade de experiências das infâncias e juventudes africanas contemporâneas. Já o terceiro, Corpo-território: transversalizando os espaços, apresenta narrativas que colocam em disputa diferentes noções de territorialidades quando falamos de África.

Serão exibidos 14 curtas-metragens organizados em três programas que ficam disponíveis até o final da Mostra de Cinemas Africanos, sem limite de visualizações. Cada programa estará disponível na plataforma da Spcine Play às 19h do seu dia de estreia.

CONFIRA PROGRAMAÇÃO 

12/03 (sexta): Pare de nos filmar (República Democrática do Congo, 2020) – 600 views

13/03 (sábado): Programa de curtas 1: Memória: performatividades entre-tempos. Filmes: Um cemitério de pombos (Nigéria), Invisíveis (Namíbia), A Lutadora de Boxe (Senegal), Treino Periférico (Guiné Bissau), Bablinga (Burkina Faso)  – sem limite de views

14/03 (domingo): Softie (Quênia, 2020) – 600 views

15/03 (segunda)  Programa de curtas 2: Vivências do novo e perspectivas do agora. Filmes: Encrenqueiro (Nigéria), Perdendo  Minha Fé (Nigéria), Tab (África do Sul), Cabelo com Balanço (África do Sul), Boa Noite (Gana) sem limite de views

Dia 16/03 (terça): Um Lugar sob o Sol (Marrocos, 2019) – 600 views

Dia 17/03 (quarta): Programa de curtas 3: Corpo-território: transversalizando os espaços. Filmes: Ethereality (Ruanda), Ward e a Festa da Henna (Egito), O Azul Branco Vermelho do meu Cabelo (França), Gagarine (França) sem limite de views

Dia 19/03 (sexta): Sakawa (Gana, 2018) – 500 views

Dia 20/03 (sábado): Descobrindo Sally (Etiópia, 2020) 500 views

Dia 21 (domingo): Vamos Conversar (Egito, 2019) – 400 views

Dia 22 (segunda): Me Chamo Samuel (Quênia, 2020) – 600 views

***

SINOPSES

LONGAS:

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto

Pare de Nos Filmar
(Stop Filming Us, Países Baixos/República Democrática do Congo, 2020, 95 min, Doc., Livre)
Direção: Joris Postema

Sinopse: Um grupo crescente de jovens em Goma, na República Democrática do Congo, está resistindo aos relatos sobre sua cidade que apenas mostram imagens estereotipadas de guerra, violência, doenças e miséria, resultado de anos de dominação ocidental. Tais imagens não refletem a realidade na qual eles vivem. Pare de nos filmar é uma importante autocrítica que conduz à pergunta: quem tem o direito de filmar a África e os africanos?

 

Pode ser uma ilustração de 5 pessoas e textoSoftie
(Softie, Quênia, 2020, 96 min, Doc., 12 anos)
Direção: Sam Soko

Sinopse: Softie acompanha a trajetória do ativista queniano Boniface Mwangi, homem irreverente e audacioso reconhecido como o fotojornalista queniano mais provocativo. Mas como pai de três crianças, essas qualidades criam um conflito tremendo entre ele e sua esposa Njeri. Quando decide se candidatar a um cargo político ele é forçado a escolher: país ou família?

 

 

Pode ser um desenho animado de 3 pessoas e textoUm Lugar sob o Sol
(A Place Under the Sun, Marrocos, 2019, 75 min, Doc., Livre)
Direção: Karim Aitouna

Sinopse: A Rua Algéria em Tetouan é o coração vibrante da cidade, onde vendedores ambulantes vendem todos os tipos de mercadoria contrabandeada. De repente surge uma notícia: não será mais permitido aos mercadores venderem suas mercadorias nas calçadas. Tem um novo mercado fechado em construção – mas nem todos terão acesso a um quiosque para conduzir seus negócios. Para Mohamed, Abdel Slam e muitos outros que cresceram na Rua Algéria é como se o tempo, de repente, entrasse em suspensão. Alguns esperam o pior, outros formam uma associação e organizam protestos.

 

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e textoSakawa
(Sakawa, Gana, 2018, 81 min, Doc., 12 anos)
Direção: Ben Asamoah

Sinopse: O documentário acompanha um grupo de jovens ganeses que se voltam para a fraude na internet para ajudá-los em uma situação desesperadora. Existe uma riqueza de informações a ser encontrada no lixo digital em Gana. É uma questão relativamente simples abrir discos rígidos e adquirir acesso a fotos e detalhes pessoais de seus antigos proprietários. Equipados com um nome e endereço, praticamente qualquer um pode ser encontrado online. Sakawa mostra essas atividades fraudulentas a partir da perspectiva do diretor Ben Asamoah, que retrata os perpetradores a partir de sua própria perspectiva africana.

 

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e textoDescobrindo Sally
(Finding Sally, Canadá/Etiópia, 2020, 78 min, Doc., Livre)
Direção: Tamara Dawit

Sinopse: Descobrindo Sally conta a história de uma mulher de 23 anos vinda da classe alta etíope que se tornou uma rebelde comunista com o Partido Revolucionário do Povo Etíope. Idealista e apaixonada, Sally foi pega pelo fervor revolucionário de seu país e acabou na lista dos mais procurados do governo militar. Ela foi para a clandestinidade e sua família nunca mais a viu. Quatro décadas após o desaparecimento de Sally, Tamara Dawit reúne as peças da vida misteriosa de sua tia Sally. Ela revisita a Revolução Etíope e o massacre pavoroso que aconteceu em seguida, que resultou em praticamente toda família etíope perdendo um ente querido. Sua busca a leva a questionar noções de pertencimento, convicções pessoais e ideais políticos em uma época em que, de novo, a Etiópia está passando por mudanças políticas importantes.

 

Pode ser uma imagem de 2 pessoas e textoVamos Conversar
(Let’s Talk, Egito, 2019, 95 min, Doc., Livre)
Direção: Marianne Khoury

Sinopse: Uma mãe e sua filha exploram juntas quatro gerações de mulheres da mesma família, uma família egípcia originária do Levante, na qual a vida e o cinema sempre estiveram, e continuam a estar, intrinsecamente ligados. Essa é uma história intimista entre filmagens de arquivo pessoal onde realidade e ficção se interligam com os filmes autobiográficos de Youssef Chahine. De Alexandria ao Cairo, passando por Paris e Havana, uma mãe e filha nos levam a uma viagem pessoal, tanto visceral quanto visual, enquanto questionam suas emoções e destinos.

 

Pode ser uma imagem de ao ar livre e texto que diz "OFFICIAL SELECTION hotDocs 2020 I AM SAMUEL FILM BY PETER MURIMI Û RAINMAKER"Me Chamo Samuel
(I am Samuel, Quênia, 2020, 69 min, Doc., Livre)
Direção: Peter Murimi

Sinopse: Samuel cresceu na zona rural queniana, onde a tradição é valorizada acima de tudo. Ele é próximo de sua mãe, mas seu pai, um pastor local, não entende por que ele ainda não casou. Depois de mudar para a capital do Quênia em busca de trabalho e uma nova vida, Samuel se apaixona por Alex e encontra comunidade e pertencimento. O amor deles floresce, apesar do fato de que as leis do Quênia criminalizam qualquer um que se identifique como LGBTQ+. Apesar das ameaças de violência e rejeição, Samuel e Alex se movimentam entre seus mundos coexistentes, esperando obter aceitação em ambos.

 

PROGRAMA DE CURTAS:

Programa 1: Memória: performatividades entre-tempos

Um Cemitério de Pombos
(A Cemetery of Doves, dir.Sultan Sangodoyin. Nigéria, 2018, 15 min, Fic, Livre)
Sinopse: Um adolescente que está entendendo sobre a sua sexualidade ousa fazer confidências para alguém em quem confia numa sociedade onde é melhor manter tais descobertas em segredo.

Invisíveis 
(Invisibles, dir. Joel Haikali. Namíbia, 2019, 17 min, Fic, Livre)
Sinopse: Dois indivíduos, sentindo-se irrelevantes para o mundo, encontram-se em uma fase ruim de suas vidas. Em vez de se afogarem juntos, eles partem em uma jornada de amor próprio e liberdade. Ao viajarem pelo majestoso interior da Namíbia, a paisagem da psique de uma nação pós-Apartheid e da sua própria psique, eles encontram o seu lugar.

A lutadora de boxe
(Boxing Girl, dir. Iman Dijonne. Senegal, 2016, 26 min, 2016, Fic, Livre)
Sinopse: O curta conta a história de amadurecimento de Adama, uma entediada cabeleireira de 17 anos que encontra luvas de boxe vermelhas depois de ser atropelada por uma moto. Ao calçar as luvas, ela é conduzida misteriosamente por toda a cidade de Dakar. Testada mental e fisicamente, Adama terá que lutar contra seus demônios para enfrentar a última luta.

Treino Periférico 
(Treino Periférico, dir. Welket Bungué. Portugal/Guiné Bissau, 2020, 20 min, Fic, Livre)
Sinopse: Dois artistas saem para treinar, não cabem nos padrões do seu bairro, da sua cidade, nem da sua cultura impostora. Este é um filme feito na periferia da “grande Lisboa” e discursa poética e assertivamente sobre ocupação territorial, pós-colonialismo e desigualdade social ainda vigente na cultura portuguesa.

Bablinga 
(Bablinga, dir. Fabien Dao. Burkina Faso, 2019, 14 min, Fic, 10 anos)
Sinopse: Moktar sempre disse que quando conseguisse fechar seu bar Bablinga ele voltaria para Burkina. Esse dia chegou, mas ele não está pronto para partir. Nesse dia fantasmas lhe convidam para celebrar a última noite do bar.

 

Programa 2: Vivências do novo e perspectivas do agora

 

Encrenqueiro 
(Troublemaker, dir. Olive Nwosu. Nigéria, 2019, 11 min, Fic, Livre)
Sinopse: Obi está com calor, entediado e desesperado por algo a fazer. Quando seu melhor amigo, Emeka, lhe dá um pacote de fogos de artifício, os garotos decidem se divertir. Mas as coisas saem do controle e Obi aprende pela primeira vez que atos têm consequências e que há coisas que ele não consegue entender. Ambientado na Nigéria oriental, o curta é uma história de amadurecimento sobre masculinidade, violência e os efeitos da guerra em comunidades ao longo de gerações.

Perdendo minha fé
(Losing my Religion, dir. Damilola Orimogunje. Nigéria, 2018, 14 min, Fic, 12 anos)
Sinopse: Júnior é forçado a se converter religiosamente e as consequências são devastadoras.

Tab
(Tab, dir. Hlumela Matika. África do Sul, 2019, 13 min, 2019, Fic, Livre)
Sinopse: Khanya, com 15 anos de idade, é a mais velha de duas irmãs e anseia por uma vida normal. Todo dia, após a escola, seu pai, viciado em corridas de cavalos, a pega na escola e a leva ao ponto de apostas, onde a deixa com sua irmã caçula no carro por horas, com a instrução rígida de nunca entrar na arena de apostas. Um dia as coisas saem do controle.

Cabelo com balanço
(Hair that moves, dir. Yolanda Mogatusi. África do Sul, 2014, 19 min, Fic, Livre)
Sinopse: Uma jovem entra em uma competição de canto com a esperança de ganhar um carro que facilite seu trajeto para uma escola distante e tenta de tudo para que seu cabelo afro e curto balance ao vento como o de sua estrela pop favorita.

Boa Noite
(Da Yie, dir. Anthony Nti. Gana, 2019, 21 min, 2019, Fic, 12 anos)
Sinopse: Em um dia ensolarado em Gana, um estrangeiro se aproxima de duas crianças e as leva em uma viagem inesperada. Os três se dão tão bem que “Bogah”, o estrangeiro, começa a questionar sua intenção inicial.

Programa 3: Corpo-território: transversalizando os espaços

Ethereality
(Ethereality, dir. Kantarama Gahigiri. Ruanda/Suíça, 2019, 14 min, Doc.,Livre)
Sinopse: Abandonado por 30 anos no espaço. Como é a sensação de finalmente voltar para casa? Uma reflexão sobre a migração e o sentido de pertencimento.

Ward e a Festa da Henna
(Henet Ward, dir. Morad Mostafa. Egito, 2020, 23 min, Fic., 14 anos)
Sinopse: Halima, uma pintora de henna sudanesa, vai até a casa de uma jovem noiva egípcia para prepará-la antes de seu casamento, com sua filha de 7 anos “Ward”, que perambula para conhecer o lugar. Sob o olhar de Ward, o encontro entre as duas mulheres evolui da cumplicidade a tensões surgidas subitamente.

O Azul Branco Vermelho do meu Cabelo
(Le Bleu Blanc Rouge De Mes Cheveux, dir. Josza Anjembe. França, 2016, 21 min, Fic, 14 anos)
Sinopse: Com 17 anos, Seyna, uma adolescente de origem camaronesa, se apaixona pela história da França, o país que a viu nascer. Com a formatura e a maioridade se aproximando, Seyna quer apenas uma coisa: conseguir a nacionalidade francesa. Mas seu pai se opõe totalmente.

Gagarine
(Gagarine, dir. Fanny Liatard e Jérémy Trouilh. França, 2015, 15 min, Fic, 10 anos)
Sinopse: Youri tem 20 anos e mora com sua mãe em Ivry, a cidade que o viu crescer. Mas a demolição se aproxima: a cena de seus sonhos de infância desaparecerá. Como decolar quando já não há mais uma nave espacial?

Read More
Mostra de Cinemas Africanos realiza edição especial em parceria com Cineclube Mário Gusmão

Mostra de Cinemas Africanos realiza edição especial em parceria com Cineclube Mário Gusmão  

Programação  acontece de forma online, gratuita e apresenta filmes africanos contemporâneos e inéditos no Brasil.

Entre os dias 12 e 22 de março de 2021 acontece a edição especial da Mostra de Cinemas Africanos junto ao Cineclube Mário Gusmão, projeto de extensão da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Composta por filmes africanos contemporâneos, muitos inéditos no Brasil, a programação inclui a exibição de 7 documentários em longa-metragem e 14 curtas de ficção, todos legendados em português e disponíveis apenas em território brasileiro. A exibição dos filmes acontece de forma online e gratuita, em parceria com a Spcine Play, única plataforma pública de streaming do Brasil: https://www.spcineplay.com.br/  

Todos os filmes estreiam às 19h e cada filme fica disponível por 72h na plataforma da Spcine Play a partir da data de sua estreia. Há limites de visualizações específicos para cada filme (ver programação). 

CONFIRA PROGRAMAÇÃO

O recorte curatorial de toda a Mostra atende à demanda por promover o contato com as estéticas e narrativas presentes na cinematografia africana contemporânea, ainda pouco conhecida pelo público brasileiro. Além dos filmes, a programação conta com comentários de especialistas nos três programas de curtas, uma mesa redonda sobre o documentário nos cinemas africanos contemporâneos e a produção de um catálogo com apresentações dos filmes e textos de convidados.

Esta edição especial da Mostra de Cinemas Africanos tem realização da Ana Camila Comunicação e Cultura e Cineclube Mário Gusmão, com parceria da Spcine Play. O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Documentários: Ativismo, crítica social e protagonismo feminino

A curadoria de longas é assinada por Ana Camila Esteves e Beatriz Leal Riesco, idealizadoras da Mostra de Cinema Africanos, e tem foco absoluto em documentários da cinematografia africana contemporânea, todos inéditos no Brasil e dirigidos por cineastas do Quênia, Marrocos, Gana, Egito, Etiópia e República Democrática do Congo. 

Os documentários giram em torno da ideia de ativismos africanos, traçando um breve panorama das formas contemporâneas de luta e resistência em diversos territórios do continente. Tanto no âmbito macro como no micro, as narrativas apresentadas oferecem ao público brasileiro um repertório atual sobre exercícios diários de lutas cotidianas, que vão desde enfrentamentos corpo a corpo na rua até investigações íntimas sobre o passado e a relação com diferentes gerações de uma família.

O filme de abertura, Pare de nos filmar (2020) é um dos destaques da programação, que tem coprodução entre República Democrática do Congo e Países Baixos. Dirigido por Joris Postema, o documentário apresenta uma sofisticada autocrítica do exercício de filmar a África e os africanos, colocando em perspectiva diferentes olhares que ao final se perguntam: quem pode (nos) filmar? Outro destaque é Softie (2020), um dos filmes mais exibidos e celebrados em festivais internacionais em 2020, que segue a trajetória do jovem ativista queniano Boniface Mwangi a partir da relação com a sua família. 

Narrativas íntimas e de mulheres potentes norteiam dois dos filmes da Mostra. Em Descobrindo Sally (2020), a diretora Tamara Dawit decide descobrir a história de sua tia Sally, que morreu durante a revolução etíope após ter se tornado ativista em uma viagem de férias ao país. Já em Vamos Conversar (2019) a diretora Marianne Khoury explora junto com sua filha quatro gerações da sua família e reflete sobre como é ser mulher nesse micro espaço da sociedade egípcia contemporânea.

Um Lugar sob o Sol (2019) joga luz sobre os vendedores ambulantes no Marrocos, apresentando de forma sutil e sugestiva suas existências complexas e suas relações familiares, a dureza da vida na rua e o impacto do progresso em grandes cidades sobre esta parcela da população. Também em Sakawa (2018) observamos um questionamento sobre a forma de sobreviver na África contemporânea, através do longa dirigido pelo ganês Ben Asamoah, que desvenda e acompanha de perto um esquema de golpes via internet.

O longa que encerra a Mostra é o documentário queniano Me Chamo Samuel (2020), que retrata o romance homoafetivo protagonizado por dois homens e as adversidades encontradas num país como o Quênia, cujas leis criminalizam qualquer um que se identifique como LGBTQI+.

Programas de curtas: memórias, vivências e corpo-território

Serão exibidos 14 curtas-metragens organizados em três programas que ficam disponíveis até o final da Mostra de Cinemas Africanos, sem limite de visualizações. Cada programa estará disponível na plataforma da Spcine Play às 19h do seu dia de estreia. A curadoria dos curtas é assinada por Jamille Cazumbá, Ema Ribeiro e Alex Santos, todos integrantes do Cineclube Mário Gusmão, e é resultado de um processo prático de formação em curadoria no âmbito do projeto. 

O primeiro programa de curtas, intitulado Memória: performatividades entre-tempos, reúne cinco filmes que exploram linguagens experimentais em torno de nuances da memória. O segundo, Vivências do novo e perspectivas do agora, explora a diversidade de experiências das infâncias e juventudes africanas contemporâneas. Já o terceiro, Corpo-território: transversalizando os espaços, apresenta narrativas que colocam em disputa diferentes noções de territorialidades quando falamos de África. Os filmes que compõem a programação de curtas são todos de ficção, incluindo os destaques Ward e a Festa da Henna (Egito), Tab (África do Sul), Encrenqueiro (Nigéria, inédito no Brasil) e Boa Noite (Gana) – este último integra a shortlist para indicação ao Oscar 2021.

Os programas de curtas estreiam respectivamente nos dias 13, 15 e 17 de março, e cada sessão contará com comentários de especialistas.

Como assistir aos filmes

Para assistir aos filmes é preciso entrar no site www.spcineplay.com.br e fazer um rápido cadastro na plataforma parceira Looke. Em seguida é só clicar na aba do site referente à Mostra de Cinemas Africanos e escolher o título desejado. Os filmes ficam disponíveis na plataforma exclusivamente durante o período da Mostra, dentro da programação, e somente em território brasileiro.

Sobre a Spcine Play

A Spcine Play (www.spcineplay.com.br) conta com mais 300 títulos, divididos entre filmes, séries e conteúdos exclusivos que podem ser acessados gratuitamente de qualquer lugar do Brasil até o dia 31 de março de 2021. No catálogo estão disponíveis raridades de grandes nomes do cinema brasileiro, como Hector Babenco, Zé do Caixão, Suzana Amaral, Helena Ignez, Tata Amaral e Ana Carolina. Há ainda filmes das principais mostras e festivais de cinema de São Paulo, como o Festival de Cinema Latino Americano e o Festival Mix Brasil. Destaque também para a estante da Mostra do Audiovisual Negro – Apan, que abriga 35 títulos atualmente.

SERVIÇO:

Mostra de Cinemas Africanos

Data: 12 a 22 de março de 2021

Onde: Spcine Play: www.spcineplay.com.br

Online e gratuito

Mais informações: www.mostradecinemasafricanos.com

Instagram: @mostradecinemasafricanos

Facebook: /mostradecinemasafricanos

Read More
Cine África lança e-book gratuito sobre cinemas africanos contemporâneos

Cine África lança e-book gratuito sobre cinemas africanos contemporâneos

Publicação inédita reúne cerca de 40 colaboradores de todo o mundo.

Última das ações vinculadas do cineclube durante o ano de 2020 em parceria com o Sesc São Paulo, o e-book inédito “Cinemas Africanos contemporâneos – abordagens críticas” tem lançamento dia 6 de fevereiro de 2021 (sábado), às 16h, no canal do Cine África no YouTube: youtube.com/cineafrica. O livro de 311 páginas é organizado pelas pesquisadoras Ana Camila Esteves e Jusciele Oliveira e conta com cerca de 40 colaboradores de África, Europa, EUA e Brasil. A publicação tem distribuição digital e gratuita através do portal do Sesc

Dividido em quatro partes, Contribuições Teóricas, Dossiê Crítica de Cinema na África, Críticas e Ensaios e Entrevista Coletiva: Programadores de Cinemas Africanos no Mundo. A primeira sessão traz escritos de especialistas como Lizelle Bisschoff (Reino Unido) e Jonathan Haynes (EUA), considerado o maior especialista em cinema nigeriano (Nollywood) do mundo. A segunda parte reúne textos de críticos africanos como Claire Diao (Burkina Faso) e Fatou Kine Sene (Senegal).

A terceira parte é dedicada a críticos e estudiosos de várias áreas do Brasil, enquanto o final reúne uma conversa com curadores de cinemas africanos, entre eles Alex Moussa Sawadogo (Burkina Faso/Alemanha) e Mahen Bonetti (Serra Leoa/Estados Unidos). Produzido com o objetivo de ampliar as discussões sobre filmes africanos no Brasil e em língua portuguesa, o e-book é uma publicação pioneira no país por ter seu foco absoluto na pesquisa e reflexão dos cinemas africanos contemporâneos. 

“As discussões, que aparecem em formato de artigos acadêmicos, ensaios, críticas e entrevistas, remetem aos filmes da programação da Mostra de Cinemas Africanos e do Cine África”, elenca a organizadora Ana Camila Esteves. “Os textos não só destacam a variedade de abordagens possíveis das práticas cinematográficas do continente africano contemporâneo, mas colocam em definitivo o Brasil na rota das pesquisas que olham para o presente das cinematografias e realizadores da África”, conclui.

Serviço

“Cinemas Africanos contemporâneos – abordagens críticas”

Ana Camila Esteves e Jusciele Oliveira (Orgs.)

Sesc São Paulo, 2020

311 páginas

Digital e gratuito

BAIXE AQUI

Live de lançamento no Canal do Cine África no YouTube:

Sobre Ana Camila Esteves

Ana Camila Esteves é graduada em Comunicação com Habilitação em Jornalismo na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (2009) com pesquisa sobre o cinema autoral do realizador espanhol Julio Medem. Mestre em Comunicação com ênfase em Cinema pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA (2012), com pesquisa sobre o cinema autoral a partir de uma perspectiva de análise da narrativa. Atualmente desenvolve pesquisa no âmbito do doutorado sobre os cinemas africanos contemporâneos no mesmo programa. É cofundadora e curadora da Mostra de Cinemas Africanos e curadora colaboradora do Africa in Motion Film Festival (Escócia). Publicou artigos e ensaios sobre os cinemas africanos em diversas revistas e catálogos, e coeditou o e-book Cinemas Africanos Contemporâneos – abordagens críticas (Sesc São Paulo) com Jusciele Oliveira em 2020. Facilitou aulas e cursos em torno de diversos temas sobre as cinematografias da África no âmbito da Mostra de Cinemas Africanos, do Cine África, do Sesc São Paulo, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) São Paulo, da Ulbra – Universidade Luterana do Brasil, do GT África RS, da Unicamp e da Intercom – Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, além de ter sido professora convidada na School of Arts da University of London (Inglaterra), e na Faculty of Media + Art + Performance da University of Regina (Canadá).

Sobre Jusciele Oliveira

Possui graduação em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (2006). Especialização em Metodologia do Ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras e Docência do Ensino Superior (2010). Mestre em Literatura e Cultura, pela Universidade Federal da Bahia (2013), com a dissertação sob o título “Tempos de Paz e Guerra: dilemas da contemporaneidade no filme Nha fala de Flora Gomes”. Doutora em Comunicação, Cultura e Artes pelo Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve, em Portugal (2018), com bolsa da CAPES Doutorado Pleno no Exterior, com a tese; “Precisamos vestirmo-nos com a luz negra”: uma análise autoral nos cinemas africanos – o caso Flora Gomes. Tem textos publicados nacional e internacionalmente sobre literatura, cinema e cultura africanas, notadamente, sobre a Guiné-Bissau e Flora Gomes. Coeditou o e-book Cinemas Africanos Contemporâneos – abordagens críticas (Sesc São Paulo) com Ana Camila Esteves em 2020. Atualmente, é investigadora colaboradora do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC/Ualg- Portugal) e pesquisadora do Laboratório de Análise Fílmica, da Universidade Federal da Bahia  (Facom/Ufba).

Read More
Curso gratuito aborda presença dos cinemas africanos na teoria e história do cinema

Cinemas africanos na história e teoria do cinema é tema de curso gratuito oferecido pela Mostra de Cinemas Africanos

Inscrições acontecem de 01 a 11 de fevereiro e tem como público-alvo estudantes e professores universitários de cinema.

A Mostra de Cinemas Africanos em parceria com Cineclube Mário Gusmão abre inscrições para o curso Cinemas Africanos nas História(s) e Teoria(s) do cinema que acontece de forma online e gratuita entre os dias 17 a 27 de fevereiro de 2021. Ministrado pelas pesquisadoras Ana Camila Esteves e Jusciele Oliveira, o  curso propõe discutir as histórias e teorias do cinema em sua articulação com os cinemas africanos. Estudantes e professores universitários de cinema, preferencialmente da rede pública de ensino, que tenham interesse devem  se inscrever entre os dias 01 e 11 de fevereiro.

INSCRIÇÕES ENCERRADAS. RESULTADO ABAIXO.

Segundo as pesquisadoras, a iniciativa tem como objetivo fornecer repertório e ferramentas de análise para que tanto alunos como professores possam compreender o lugar dos cinemas africanos no estudo e pesquisa em cinema. Serão sete aulas de caráter expositivo e acompanhadas da exibição de trechos de filmes de cineastas africanos que abordarão temas como: nomenclaturas associadas aos filmes africanos, abordagens possíveis do cinema de autor e autoria, dos gêneros cinematográficos e documentários,  além de articular questões de espectatorialidade, difusão (festivais e Netflix) e atividade da crítica de cinema no Brasil, propondo novos contextos de análises temáticas, teóricas, historiográficas e estéticas.

O curso oferece 50 vagas e é dividido em sete aulas, com três horas de duração cada, das 18 às 21 horas (segunda, quarta e sexta) e das 15 às 18 horas (aos sábados), ao longo de duas semanas. Os conteúdos referentes às discussões apresentadas serão previamente encaminhados via e-mail, além de um acervo de filmes africanos para uso em sala de aula. Os candidatos devem se adequar ao perfil descrito no formulário de inscrição. O resultado da seleção será divulgado dia 14 de fevereiro no site da Mostra de Cinemas Africanos.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal

SERVIÇO

Curso de Cinemas Africanos nas História(s) e Teoria(s) do cinema

Gratuito e Online

Inscrições gratuitas: de 01 a 11 de fevereiro 2021 no site www.mostradecinemasafricanos.com/curso2021

Divulgação dos selecionados: 14 de fevereiro 2021 no site da Mostra

Período do curso: de 17 a 27 de fevereiro  2021  das 18 às 21 horas (às segundas, quartas e sextas) e das 15 às 18 horas (aos sábados). 

Público alvo: estudantes e professores universitários de cinema, preferencialmente de universidades públicas da Bahia, e professores do ensino público – dispostos  a ampliar seu conhecimento sobre o continente africano e sua cinematografia.

Vagas: 50

Critérios de seleção:

As vagas serão distribuídas de acordo com as prioridades estabelecidas aqui:

  • Estudantes e professores de cinema de universidades públicas da Bahia
  • Estudantes e professores de cinema de universidades públicas fora da Bahia
  • Estudantes e professores de cinema de universidades privadas da Bahia
  • Estudantes e professores de cinema de universidades privadas fora da Bahia
  • Professores da rede pública de ensino médio da Bahia e de outros estados

 

SOBRE ANA CAMILA ESTEVES

Ana Camila Esteves é graduada em Comunicação com Habilitação em Jornalismo na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (2009) com pesquisa sobre o cinema autoral do realizador espanhol Julio Medem. Mestre em Comunicação com ênfase em Cinema pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA (2012), com pesquisa sobre o cinema autoral a partir de uma perspectiva de análise da narrativa. Atualmente desenvolve pesquisa no âmbito do doutorado sobre os cinemas africanos contemporâneos no mesmo programa. É cofundadora e curadora da Mostra de Cinemas Africanos e curadora colaboradora do Africa in Motion Film Festival (Escócia). Publicou artigos e ensaios sobre os cinemas africanos em diversas revistas e catálogos, e coeditou o e-book Cinemas Africanos Contemporâneos – abordagens críticas (Sesc São Paulo) com Jusciele Oliveira em 2020. Facilitou aulas e cursos em torno de diversos temas sobre as cinematografias da África no âmbito da Mostra de Cinemas Africanos, do Cine África, do Sesc São Paulo, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) São Paulo, da Ulbra – Universidade Luterana do Brasil, do GT África RS, da Unicamp e da Intercom – Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, além de ter sido professora convidada na School of Arts da University of London (Inglaterra) e na Faculty of Media + Art + Performance da University of Regina (Canadá).

SOBRE JUSCIELE OLIVEIRA

Possui graduação em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (2006). Especialização em Metodologia do Ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras e Docência do Ensino Superior (2010). Mestre em Literatura e Cultura, pela Universidade Federal da Bahia (2013), com a dissertação sob o título “Tempos de Paz e Guerra: dilemas da contemporaneidade no filme Nha fala de Flora Gomes”. Doutora em Comunicação, Cultura e Artes pelo Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve, em Portugal (2018), com bolsa da CAPES Doutorado Pleno no Exterior, com a tese; “Precisamos vestirmo-nos com a luz negra”: uma análise autoral nos cinemas africanos – o caso Flora Gomes. Tem textos publicados nacional e internacionalmente sobre literatura, cinema e cultura africanas, notadamente, sobre a Guiné-Bissau e Flora Gomes. Coeditou o e-book Cinemas Africanos Contemporâneos – abordagens críticas (Sesc São Paulo) com Ana Camila Esteves em 2020. Atualmente, é investigadora colaboradora do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC/Ualg- Portugal) e pesquisadora do Laboratório de Análise Fílmica, da Universidade Federal da Bahia  (Facom/Ufba).

 

SELECIONADOS

Adriele de Jesus Oliveira
Alan Santos de Oliveira
Ana Cláudia da Cruz Melo
Angela Figueiredo
Auana da Câmara Lima
Beatriz Dantas Cerqueira de Oliveira
Caique Sousa Prudencio
Camilo Soares
clara pellegrini bambirra
Cristiano Figueira Canguçu
Daniel dos Santos
Emanuel de Jesus Correia Semedo
Euclides Santos Mendes
Fátima Luiza da Silva Santos
Fernanda Santana dos Santos
Fernando Ferreira dos Santos
Franck Ribard
Giselle Rodrigues Ribeiro
Guilherme Lima Silva
Isaura de Matos Pires
Ivonete Pinto
Jil Soares
Joyce de Jesus Vieira
Julyana Batista de Souza
Kariny Felipe Martins
Karla Holanda
Leonardo Araújo Oliveira
Lucas Calixto Vieira
Luciana De Souza Matias
Luiz Fernando dos Reis Rodolfo
Marcelo Matos de Oliveira
Mariana Angelito Bessa de Souza
Mariana Souto de Melo Silva
Marina (Nina) Cavalcanti Tedesco
Marina Moreno Baqueiro de Souza
Marlucia Mendes da Rocha
Mauricio Roque Souza Santos
Mírian Sumica Carneiro Reis
Nathália da Luz Lage
Ousmane Sané
Paulo Eduardo Silva Lins Cajazeira
Pedro de Alencar Sant’Ana do Nascimento
Quézia Maria Lopes Gomes da Silva Ribeiro
Rafael Saar da Costa
Ramon Leal dos Santos
Raquel Souza Franco
Ricardo Alexino Ferreira
Roberta Catherine Mutti de Castro
Rodrigo Araujo Dos Santos
Rodrigo Sampaio Cauhi
Rogério Luiz Silva de Oliveira
Sarah Cardoso Nogueira
Thais Craveiro
Victoria Negreiros Guedes
Wellison Silva Santana
***
SUPLENTES
Aramatu Injai
bethania maia gomes de almeida ramos
Carla Vieira de Siqueira
Francisco Levy Freitas Rafael
Gaia Schüler Costa
Hellen Silvia Marques Gonçalves
Isabel de Almeida Praxedes Daniel
José Antonio Jiménez de las Heras
Lucas Vinicius da Cruz Guimarães
Márcia Guena dos Santos
Michele Souza de Oliveira
NILCE CHAVES BRAGA
Paula Milena Silva  Lima
Renan Eduardo Neres Silva
Sandra Santana da Costa
Sarah Gonçalves Ferreira
***
OBS. 1. Os suplentes serão convocados caso haja desistência ou algum motivo que impeça a participação dos selecionados. A lista está em ordem alfabética, mas os candidatos serão convocados por ordem de decisão das professoras do curso.
OBS. 2. A produção da Mostra de Cinemas Africanos entrará em contato com os selecionados via e-mail até segunda-feira (15/02)para confirmação de interesse em participar do curso e solicitação de comprovação de dados. Solicitamos que fiquem atentos aos e-mails.
Read More
Mostra de Cinemas Africanos abre chamada para imersão em curadoria

Mostra de Cinemas Africanos abre chamada para imersão em curadoria

Atividade compõe edição especial da Mostra em parceria com o Cineclube Mário Gusmão (UFRB) e é facilitada por Fabio Rodrigues Filho.

A partir do próximo domingo (10), interessados em entender melhor sobre processos, práticas e pensamentos em torno da curadoria e programação em cinema poderão se inscrever na “Imersão em perspectivas: livre diálogo sobre curadoria a partir de curadorias”, que acontecerá durante os dias 21 e 30 de janeiro, de forma online e gratuita. 

As inscrições para a imersão seguem abertas até o próximo dia 17 de janeiro e tem como público-alvo estudantes universitários, cineclubistas e trabalhadores da área, que  sejam residentes na Bahia, e tenham interesse em curadoria de cinema, crítica e mediação. 

Conduzida pelo crítico e pesquisador em cinema Fábio Rodrigues Filho, que acumula vasta experiência na comissão de seleção de festivais, mostras e laboratórios de filmes, a proposta da imersão é fomentar reflexões em conjunto sobre processos e procedimentos curatoriais, além de incentivar a reflexão sobre crítica, pesquisa e mediação em cinema. 

Serão seis encontros, intercalados durante a programação do evento, realizados através de plataforma digital, sempre das 14 às 17 horas.  Os participantes também terão acesso a um repertório de imagens, textos, programas e mostras que pretendem agregar referências para as discussões.

Essa ação integra uma série de atividades propostas pela Mostra de Cinemas Africanos em parceria com o Cineclube Mário Gusmão (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – Cachoeira/BA). O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

 

Critérios de seleção

Serão disponibilizadas 15 vagas preferencialmente para pessoas nascidas ou residentes na Bahia. A seleção dos participantes levará em conta os seguintes critérios:

  • Ter afinidade ou atuar em campos distintos do cinema e apresentar interesse em curadoria, crítica e/ou mediação;
  • Ter vínculo com universidades públicas ou cursos técnicos. Além disso, também serão priorizadas pessoas envolvidas com cineclubes e coletivos de exibição;
  • Dispor de disponibilidade para participar de ao menos 75% da imersão, que compreende, além dos encontros ao vivo, as atividades previstas de leitura, pesquisa e acompanhamento de filmes.

O resultado da seleção será divulgado no dia 20 de janeiro aqui no site da Mostra.

 

Imersão em Perspectivas: livre diálogo sobre curadoria a partir de curadorias

Inscrições: de 10 a 17 de de janeiro 2021

Divulgação dos selecionados: 20 de janeiro no site da Mostra de Cinemas Africanos.

Período da imersão: de 21 a 30 de janeiro 2021 (quinta, sábado, segunda, quarta, sexta e sábado), das 14 às 17 horas. 

Público alvo: estudantes de cinema ou áreas afins que tenham interesse em curadoria, crítica e/ou mediação.

Vagas: 15

 

SOBRE FÁBIO RODRIGUES FILHO

Fabio Rodrigues Filho atua na crítica, programação, pesquisa e realização em cinema. Mestrando em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), graduou-se na mesma área na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). É membro dos grupos Áfricas nas Artes (Cahl/UFRB) e Poéticas da Experiência (UFMG). Compôs a comissão de seleção de festivais, mostras e laboratórios de filmes, a exemplo do FestCurtas BH (2019-2020), Festival Internacional do Audiovisual Negro do Brasil – FIANB (2020), Diáspora Lab (2018), Mostra de Cinema Contemporâneo do Nordeste (2018), etc. Compôs também a equipe curatorial do IX CachoeiraDoc, festival junto ao qual vem contribuindo ao longo dos últimos anos. Cineclubista, participou do Cineclube Mário Gusmão, Cine Tela Preta, Cinema em Vizinhança, etc. Realizador do filme ensaio “Tudo que é apertado rasga” (2019).  Trabalha ainda como cartazista, realizando pôster para diversos curtas-metragens e mostras de cinema. Contribui com textos para revistas, catálogos, sites e para o blog pessoal Tocar o Cinema.

Confira os selecionados:

Alex Brandão Ribeiro
Ariadine Leitão Zampaulo
Danilo Lima de Souza
Emanuel Bruno Lima Sá
Everlane Moraes Santos
Gabriel de Sousa Santos
Igor Zeredo de Cerqueira
Karolina de Souza da Silva
Luan dos Santos Souza
Marcos Donizetti da Silva
Marina Reis Martins
Matheus Rocha Silva
Pedro Machado Carneiro
Rosy Dayane do Nascimento Costa
Sidjonathas dos Santos Araújo
Victor Levy Silva de Oliveira

Read More
Cine África prorrogado até dezembro 2020

Cine África prorrogado até dezembro

Sucesso de público, programação traz quatro novas produções até o fim do ano

Inicialmente previsto até novembro, o Cine África traz agora quatro novos filmes a partir do dia 3 de dezembro (quinta-feira). A nova leva inclui produções da África do Sul, Gabão, Nigéria e Tunísia, todas legendadas. Os títulos são “O Africano que Queria Voar” (2016), de Samantha Biffot, “Kasala!” (2018), de Ema Edosio, “Olhe Para Mim” (2018), de Néjib Belkadhi e “Vaya” (2016), de Akin Omotoso

As exibições são gratuitas e acontecem no site da plataforma Sesc Digital: sescsp.org.br/cineafrica. Disponível apenas para o Brasil, cada filme poderá ser assistido durante uma semana. A curadoria da mostra é de Ana Camila Esteves. No mês de dezembro também acontece o lançamento de um e-book exclusivo com artigos, ensaios, entrevistas e críticas. O Cine África é uma realização do Sesc São Paulo.

Atração do dia 3 de dezembro, “Vaya” (2016) acompanha a vida de três personagens que desembarcam em Joanesburgo (África do Sul): uma jovem bailarina, um menino à procura de trabalho e um homem que busca o cadáver do pai. No dia 10 é a vez do drama “Olhe Para Mim” (2018) que narra o retorno de um imigrante à Tunísia para cuidar de seu filho autista. As duas produções estrearam no Festival de Toronto.

A vida de Luc Bendza, ator gabonense que se tornou uma estrela do kung fu na China, é o tema do documentário “O Africano que Queria Voar” (2016), filme do dia 17. A comédia “Kasala!” (2018) encerra no dia 24, com uma divertida comédia sobre um dia na vida de quatro amigos em Lagos, na Nigéria. Ambos os títulos marcam a estreia na direção em longas das jovens realizadoras Samantha Biffot e Ema Edosio, respectivamente.

 

Cine África – Sessões Extras | Dezembro/2020

Os filmes serão exibidos na plataforma Cinema #emcasacomsesc | Gratuito

 

Dezembro

03/12 (qui) – “Vaya”, de Akin Omotoso (África do Sul, 2016) – 115 min – Drama – 14 anos;

10/12 (qui) – “Olhe Para Mim” (“Regarde-moi”), de Néjib Belkadhi (Tunísia/França/Catar, 2018) – Drama – 98 min – Livre;

17/12 (qui) – “O Africano que Queria Voar” (“The African Who Wanted to Fly”), de Samantha Biffot (Gabão/França/Bélgica/China, 2016) – Documentário – 70min – Livre;

24/12 (qui) – “Kasala!”, de Ema Edosio (Nigéria, 2018) – Comédia  – 90 min – 14 anos.

 

Nossos canais de comunicação:

Site oficial: www.mostradecinemasafricanos.com 

Instagram: @mostradecinemasafricanos

Facebook: /mostradecinemasafricanos

E-mail: info@mostradecinemasafricanos.com 

 

Sobre os filmes

“O Africano que Queria Voar” (“L’Africain qui voulait voler”, de Samantha Biffot (Gabão/França/Bélgica/China, 2016) – Documentário – 70 min – Livre;

Sinopse: Gabão, 1979. Luc, um menino de nove anos, vê um filme de Kung Fu pela primeira vez e tem uma revelação: chineses sabem voar. Ele fica obcecado em aprender a voar também. Depois de 31 anos vivendo na China, dominando as artes marciais e atuando em filmes de Kung Fu, ele alcança seu sonho.

Trailer: https://youtu.be/Kg9hmstfvxo

 

“Kasala!”, de Ema Edosio (Nigéria, 2018) – Comédia  – 90 min – 14 anos;

Sinopse: Um jovem de um subúrbio de Lagos leva o carro de seu tio para se divertir com os amigos. As coisas se complicam quando eles têm um acidente e apenas cinco horas para coletar dinheiro e consertar o dano antes que seu tio retorne. Uma comédia em ritmo acelerado que, segundo a própria diretora, é um reflexo de sua vida na Nigéria.

Trailer: https://youtu.be/9Dib-sCygos

 

“Olhe Para Mim” (“Regarde-moi”), de Néjib Belkadhi (Tunísia/França/Catar, 2018) – Drama – 98 min – Livre; 

Sinopse: Lotfi, um imigrante tunisiano que vive na França, é forçado a voltar a sua terra natal para cuidar de Youssef, seu filho autista de nove anos que ele não via há sete. Ignorado pelo seu filho, que não lhe dá sequer um mínimo olhar, Lotfi transforma sua situação em um desafio que o levará ao caminho certo para se tornar um pai de verdade.

Trailer: https://youtu.be/c8ihW7WWdgY

 

“Vaya”, de Akin Omotoso (África do Sul, 2016) – 115 min – Drama – 14 anos;

Sinopse: Um trem chega a Joanesburgo vindo de KwaZulu-Natal com três passageiros: Zanele, uma jovem bailarina que deseja se consolidar como artista; Nhlanhla, um menino do interior que visita um primo que lhe promete trabalho, e Nkulu, que viajou à cidade grande para buscar o cadáver do pai. Baseadas em histórias reais, as experiências na cidade grande dessas personagens as obrigam a repensar suas atitudes diante da vida e das pessoas.

Trailer: https://youtu.be/PKqTa8i1jCg

Read More
CineSesc estreia nova temporada do Cine África online em setembro

CineSesc estreia nova temporada do
Cine África online em setembro

Evento gratuito tem início em 10/09 e apresenta filmes inéditos, entrevistas, curso, live e e-book

Entre os meses de setembro e novembro, a Mostra de Cinemas Africanos apresenta a nova edição do Cine África, com vários títulos de ficção e documentários, alguns inéditos no Brasil. O projeto online e gratuito traz 12 sessões (dez longas e dois programas de curtas) – todos legendados em português – com filmes de destaque de Burkina Faso, Camarões, Egito, Etiópia, Nigéria, Quênia, Senegal e Sudão, e outras atividades. As exibições serão realizadas no site da plataforma Sesc Digital. O Cine África é uma realização do Sesc São Paulo

Todas as atividades são gratuitas e os filmes serão exibidos na plataforma Cinema #emcasacomsesc:

sescsp.org.br/cineafrica

Os filmes estarão disponíveis apenas para o Brasil.

Todas as quintas, a partir do dia 10 de setembro, a mostra estreia um filme novo, que ficará disponível por uma semana na plataforma, acompanhado de uma entrevista exclusiva com seu diretor ou diretora. Está previsto um bate-papo com o tema “cinemas africanos em contexto digital”, na live do Cinema da Vela, tradicional encontro no Cinesesc, em São Paulo, que durante a pandemia de Covid-19, ganhou sua versão online. O Cine África inclui também o curso “Cinemas Africanos: trajetórias e perspectivas” com duração de três meses e o lançamento de um e-book ao final da temporada. A curadoria da mostra é assinada por Ana Camila Esteves.

O filme de abertura é o drama “Fronteiras” (2017), da diretora Apolline Traoré. Produção de Burkina Faso, acompanha quatro mulheres que fazem uma perigosa viagem do Senegal à Nigéria. Entre os destaques inéditos está a comédia “aKasha” (2019), de hajooj kuka, primeiro longa de ficção do cineasta e ativista sudanês. Teve sua estreia no Festival de Toronto. “O Fantasma e a Casa da Verdade (2019), de Akin Omotoso, mesmo realizador do longaVaya” (2016), acompanha uma mulher que tem a filha sequestrada em Lagos (Nigéria). Outros títulos importantes da mostra são “Nada de errado” (2019), documentário coletivo sobre imigrantes africanos (legais e ilegais) na Suíça e o drama queniano “Supa Modo”, sobre uma menina com uma doença terminal que sonha ser uma super heroína.

Para Ana Camila Esteves, o recorte curatorial atende à demanda por filmes recentes produzidos na África e sua diáspora nos últimos cinco anos: “A curadoria para este formato online privilegia filmes africanos contemporâneos que já tiveram suas trajetórias em festivais internacionais encerradas, mas que permanecem relevantes e, em sua maioria, não exibidos no Brasil”, resume. Ana Camila destaca também os programas de curtas exclusivos “Beyond Nollywood”, com curadoria da produtora Nadia Denton, que foca em narrativas da Nigéria atual, e “Quartiers Lointains”, com curadoria da jornalista franco-burquinense Claire Diao e o tema Afrofuturismo.

Programação Cine África – Nova Temporada

Todas as atividades são gratuitas e disponíveis na plataforma Cinema #emcasacomsesc.

Maiores informações no site: mostradecinemasafricanos.com 

Setembro

10/09 (qui) – “Fronteiras”, de Apolline Traoré (Burkina Faso, 2017) – Drama – 91 min – 14 anos

17/09 (qui) – “O Enredo de Aristóteles”, de Jean-Pierre Bekolo (Camarões, 1996) – Comédia – 71 min – LIVRE

24/09 (qui) – “aKasha”, de hajooj kuka (Sudão, 2019) – Comédia – 78 min – LIVRE

Outubro

01/10 (qui) – “Lua Nova”, de Philippa Ndisi-Hermann (Quênia, 2019) – Documentário – 70 min – LIVRE

02/10 (sex), às 17hCinema da Vela – com o tema Cinemas africanos em contextos digitais. Participantes: Ana Camila Esteves (Brasil), Marina Gonzaga (Brasil/França) e Jorge Cohen (Angola).

08/10 (qui) – “O Fantasma e a Casa da Verdade”, de Akin Omotoso (Nigéria, 2019) – Drama – 107 min – 12 anos

15/10 (qui) – “Rosas Venenosas”, de Fawzi Saleh (Egito, 2018) – Drama – 70 min – 12 anos

22/10 (qui) – “Madame Brouette”, de Moussa Sene Absa (Senegal, 2002) – Drama – 101 min – 12 anos

29/10 (qui) – “Beyond Nollywood – Sofrendo e Sorrindo” (Nigéria) – Programa de curtas – 99 min – 14 anos

Novembro

05/11 (qui) – “Nada de errado”, de vários diretores (Suíça, 2019) – Documentário – 49 min – LIVRE

12/11 (qui) – “O Preço do Amor”, de Hermon Hailay (Etiópia, 2015) – Drama – 99 min – 12 anos

19/11 (qui) – “Quartiers Lointains – Afrofuturismo” – Programa de curtas – 100 min – 12 anos

26/11 (qui) – “Supa Modo”, de Likarion Wainaina (Quênia, 2018) – Drama – 74 min – LIVRE

 

Cinema da Vela (02/10 às 17h) – com o tema Cinemas africanos em contextos digitais. Participantes: Ana Camila Esteves (Brasil), Marina Gonzaga (Brasil/França) e Jorge Cohen (Angola). No canal do Cinesesc no YouTube: https://www.youtube.com/CineSesc

Curso – Com duração de três meses, a atividade oferece um panorama sobre os cinemas africanos. As inscrições gratuitas abrem no dia 10 de setembro e são oferecidas 35 vagas. Facilitadores: Ana Camila Esteves, Jusciele Oliveira, Morgana Gama e Marcelo Ribeiro. Inscrições em: https://inscricoes.sescsp.org.br/online – a partir do dia 10/09 (qui), às 14h.

E-book – Ao fim do evento será disponibilizado um e-book – desenvolvido ao longo das atividades – com textos sobre o universo dos cinemas africanos em diversos formatos: artigos, ensaios, entrevistas e críticas.

 

Nossos canais de comunicação:

Site oficial: www.mostradecinemasafricanos.com 

Instagram: @mostradecinemasafricanos

Facebook: /mostradecinemasafricanos

E-mail: info@mostradecinemasafricanos.com 

Read More
Assista o documentário “Wax Print” grátis por uma semana!

Documentário sobre os famosos tecidos africanos é exibido online pela Mostra de Cinemas Africanos em parceria com o Africa in Motion Film Festival e a Aya Films.

Quem de nós não ama os tecidos africanos? Mas quem de nós já se perguntou sobre a origem dessas impressões de cera e das lindas estampas usadas pelos africanos na África e em todo o mundo?

Surpresa ao saber de sua avó nigeriana que os tecidos ‘tradicionais’ africanos impressos em cera foram uma invenção colonial do Reino Unido e da Holanda, a cineasta e estilista britânica Aiwan Obinyan parte em uma jornada por quatro continentes para traçar os 200 anos de história deste icônico tecido que passou a representar visualmente a África e os africanos.

“Wax Print”, que em tradução literal é “impressão de cera”, apresenta um conteúdo muito interessante em torno de questões de identidade e africanidade a partir de perguntas que parecem simples, mas que guardam respostas inesperadamente complexas. Aiwan nos convida a ir com ela em países como Gana, Nigéria, Holanda e Reino Unido, nos fazendo acompanhar a história dos tecidos africanos a partir da sua própria história como uma africana residente na Europa.

A convite do Africa in Motion Film Festival e em parceria com a Aya Films, legendamos “Wax Print” e disponibilizamos o filme para o Brasil e dois dos países africanos de língua oficial portuguesa: Angola e Cabo Verde. O longa fica disponível entre os dias 20 e 27 de agosto de 2020, gratuitamente no site do Africa in Motion.

Assista aqui.

Read More
Plataforma de filmes africanos disponível no Brasil – veja como colaborar!

Plataforma Cinewax OAFF (Online African Film Festival) levanta fundos para seu lançamento

Em parceria com a Mostra de Cinemas Africanos, OAFF oferecerá legendas em português para os filmes disponíveis no seu acervo, além de conteúdo pensado para países de língua oficial portuguesa e opções de pagamento em reais. Veja aqui como colaborar com a campanha via PayPal.

 

A Cinewax promove filmes africanos desde 2015. A associação quer agora oferecer um novo recurso, a OAFF (Online African Film Festival), plataforma global dedicada aos filmes africanos e afro-diaspóricos. Após dois anos organizando um festival online, a ideia é impulsioná-lo e criar uma plataforma disponível durante todo o ano no mundo inteiro, incluindo legendas e conteúdo em língua portuguesa – iniciativa inédita entre plataformas do mesmo nicho.

Para conseguir lançar a plataforma, a Cinewax lançou uma campanha participativa de financiamento no Kickstarter. A vaquinha, que terminará no dia 3 de agosto tem como objetivo atingir um mínimo de 25.000 euros para reabrir a plataforma. Se o objetivo não for alcançado, a plataforma não será lançada. O público brasileiro pode colaborar via PayPal, com pagamento em REAIS, e obter recompensas diversas de assinaturas no serviço de streaming.

O destaque vai para o acesso vitalício por R$ 480, oferta exclusiva somente durante a campanha Kickstarter. As outras opções incluem um mês de acesso por R$ 26, seis meses de acesso por R$ 130, e um ano de acesso por R$ 260. Todos esses valores também estão disponíveis somente durante a campanha.

Em 2020, os filmes africanos ainda precisam de visibilidade, e a ideia da plataforma é criar um espaço para mostrar os talentos africanos e suas histórias. A Mostra de Cinemas Africanos entra como parceira nesse projeto, ampliando a sua atuação como espaço de difusão de filmes africanos com legendas em português, não só no Brasil, mas também nos países africanos de língua portuguesa.

Confira a página da campanha: https://bit.ly/OAFF_Kickstarter

Para colaborar, as transferências do Brasil devem ser feitas através do PayPay, direcionadas para: oaff.cinewax@gmail.com

Veja mais abaixo os detalhes sobre a campanha.

OAFF é o primeiro festival mundial de filmes AFRICANOS e da DIÁSPORA, e plataforma de streaming on-line.

É chegada a hora de apoiar a nova geração de cineastas africanos e lhes dar uma plataforma para se expressar. Esteja você no Gana, Senegal, África do Sul, Jamaica, Brasil, França, Canadá, EUA etc. Todos nós temos uma conexão com a África e sua diáspora.

A plataforma OAFF dá acesso à cultura e histórias africanas contadas pelos africanos.

Cineastas africanos têm tantas histórias para contar!

QUAL O OBJETIVO DA CAMPANHA?

  • Após 5 anos organizando festivais de cinema, queremos dar mais acesso a filmes africanos durante todo o ano.
  • Nossa plataforma de streaming atual era muito cara para operar e não muito amigável. Queremos melhorar a experiência do usuário e gerenciar nossos custos operacionais.
  • Também gostaríamos de adquirir novos filmes e séries com melhores modelos de pagamento para cineastas. Estamos contando com sua ajuda para fazer isso.
  • Estimamos que podemos ter pelo menos +100 filmes por ano. Introduziremos um novo modelo de filmes gratuitos para quem não puder pagar uma assinatura.

 

CONFIRA NOSSAS RECOMPENSAS

– – – OFERTAS MENSAIS – – –

RECOMPENSA 1 – Por R$ 26 – 1 mês de acesso HD no OAFF (-20%)

RECOMPENSA 2 – Por R$ 130 – acesso HD de 6 meses no OAFF (-55%)

– – – – OFERTAS ANUAIS – – – –

RECOMPENSA 3 – Por R$ 260 – 1 ano de acesso HD ao OAFF (-55%) (+ descontos)

– – – OFERTAS PARA TODA A VIDA (LIMITADAS) – – –

RECOMPENSA 5 – Por R$ 480 – Acesso vitalício ao HD (-> limitado a 50)

 

Na nova plataforma de streaming, você terá novos recursos, como:

  • Comentário sobre filmes
  • Classificações em filmes
  • Streaming de filmes em HD
  • Aplicativo para dispositivos móveis (IOs, Android)
  • Contas compartilháveis (até 3 telas)
  • Júri do Espectador – O público será selecionado para participar de júris mensais e votará em seus filmes favoritos. Ofereceremos recompensas aos cineastas vencedores!
  • Listas de filmes personalizados: Escolha do público, Documentário, Longas-metragens, Curtas-metragens, Mais vistos, Infantil
  • Recurso de pesquisa para ajudá-lo a encontrar filmes facilmente
  • Assinaturas vitalícias sem anúncios
  • Modelo gratuito para assistir a filmes patrocinados

 

QUE FILMES VOCÊ PODERÁ VER?

Estamos oferecendo uma grande variedade de filmes, documentários e curtas-metragens: do Senegal, Marrocos, Quênia, Egito, Congo, França, EUA, até a Colômbia … Do norte ao sul da África e todas as diásporas.

A diretora queniana Wanuri Kahiu apresenta seu trabalho e a importância de filmar a alegria negra.

Uma prévia dos filmes que você verá na plataforma OAFF:

 

Conheça a história da Cinewax OAFF em cinco marcos:

 

Read More
Mostra de Cinemas Africanos exibe curtas dirigidos por mulheres africanas sobre a pandemia da Covid-19

Mostra de Cinemas Africanos exibe curtas dirigidos por mulheres africanas sobre a pandemia da Covid-19

Filmes podem ser acessados no site do Africa in Motion Film Festival com legendas em português. Iniciativa da Ladima Foundation, curtas são resultado de concurso de filmes voltado para jovens realizadoras africanas

A Mostra de Cinemas Africanos tem a honra de, em parceria com o Africa in Motion Film Festival, exibir os dez curtas-metragens de mulheres africanas apresentados pela Ladima Foundation. Os filmes, com duração de até dois minutos, podem ser vistos a partir de hoje, 11 de julho de 2020, durante três meses no site do Africa in Motion com legendas em português fornecidas pela Mostra.

Assista aqui.

Esses curtas são resultado de um concurso de filmes realizado pela Ladima Foundation em parceria com a DW Akademie, African Women in the Time of Covid-19, que convidou mulheres africanas a compartilhar suas histórias sobre o impacto pessoal, econômico e social da Covid-19 na África. 

Os filmes corajosos e poderosos que foram submetidos tristemente refletiram as circunstâncias extremamente difíceis que muitas mulheres africanas estão enfrentando. As histórias mostraram como, em muitos casos, a pandemia realmente impactou as mulheres com mais força e de maneiras diferentes do que os homens.

Foram enviados cerca de 200 filmes de 18 países africanos que compartilharam suas histórias comoventes e honestas sobre uma diversidade de tópicos com temas dominantes de violência doméstica, falta de oportunidades, aumento da carga de cuidados, mas também histórias de resiliência e esperança.

As dez realizadoras que tiveram seus filmes selecionadas receberam um cachê de 500 euros e terão os filmes exibidos em diversos meios e formatos. A Mostra de Cinemas Africanos se junta a essa iniciativa de difusão de histórias construídas a partir dos olhares de jovens mulheres africanas sobre suas próprias vidas. A diversidade desses olhares reflete diversas camadas em torno das vidas cotidianas dessas mulheres em países e classes sociais diferentes.

Nossa contribuição com a tradução e legendagem dos 10 curtas aumenta a visibilidade e alcance dessas narrativas entre os países de língua oficial portuguesa: Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Portugal. A transcrição, tradução e legendagem  foram realizadas por Ana Camila Esteves, Edmilia Barros e Emma Melissa Saville.

SOBRE A LADIMA FOUNDATION

A Ladima é uma organização sem fins lucrativos pan-africana fundada com o objetivo de contribuir para corrigir os principais desequilíbrios de gênero nas indústrias de cinema, TV e conteúdo. Por meio de várias iniciativas, a Ladima apoia, treina e orienta mulheres em diversos papéis nos espaços de cinema, TV e conteúdo.

Através de parcerias e colaborações em vários países, bem como através de redes e intervenções pan-africanas, a Fundação Ladima está comprometida com o desenvolvimento de treinamento, criação de redes e oportunidades relacionadas para as mulheres profissionais que demonstram sua seriedade e compromisso com seu ofício.

Veja abaixo mais detalhes sobre cada uma das cineastas que fazem parte desse projeto e as sinopses dos curtas.

 

Read More
Curso aborda obra autoral do cineasta Flora Gomes

Curso aborda obra autoral do cineasta Flora Gomes

Encontros acontecem aos sábados do mês de agosto e serão facilitados por Jusciele Oliveira. Filmes do diretor, que participará de uma das aulas, serão enviados em links privados aos inscritos.

Neste mês de agosto, a Mostra de Cinemas Africanos promove o curso “A cinematografia múltipla de Flora Gomes”, ministrado pela pesquisadora e especialista na obra do cineasta da Guiné-Bissau, Jusciele Oliveira. Os encontros acontecem aos sábados de agosto, das 15h às 19h (total de 20 horas), e contarão com a presença do próprio diretor em uma das aulas. O investimento é de R$ 200, com emissão de certificado.

Flora Gomes é um dos nomes mais importantes dos cinemas africanos. Estudou cinema em Cuba, no Instituto Cubano de Artes e Indústria Cinematográfica – ICAIC (1967-1972), sob os ensinamentos de Santiago Álvarez Román; e em Dakar, na Televisão Senegalesa (1972-1973), sob orientação de um dos mestres dos cinemas africanos, Paulin Soumanou Vieyra. Iniciou a sua carreira cinematográfica ao lado de Sana Na N’Hada co-realizando com este dois curtas-metragens: O regresso de Cabral (1976) e Anos no oça luta (1976). Seus longas-metragens de ficção são: Mortu nega (Morte negada, 1988), Udju azul di Yonta (Olhos azuis de Yonta, 1992), Po di sangui (Pau/Árvore de sangue, 1996), Nha fala (Minha fala, 2002) e Republica di mininus (República de meninos, 2012); e do documentário As duas faces da guerra (2006), que assina em coautoria com Diana Andringa. 

Com este curso, espera-se contribuir também com o alargar de conhecimentos em torno da Guiné-Bissau por meio da obra Flora Gomes, que em seus filmes apresenta a sociedade, a história, memórias e tradições bissau-guineenses de maneira em nada estereotipada. O curso terá ênfase na área dos estudos cinematográficos, partindo da concepção de autoria e da teoria dos autores para pensar a obra do diretor.

Através de análises fílmicas orientadas, serão destacados traços formais, estilísticos, estéticos e de conteúdo do realizador, examinando as estratégias de mise en scène, modo de construção narrativa e recorrências temáticas encontradas nos cinco longas-metragens de ficção: Mortu Nega (Morte negada, 1988), Udju azul di Yonta (Olhos azuis de Yonta, 1992), Po di sangui (Pau/Árvore de sangue, 1996), Nha fala (Minha fala, 2002) e Republica di mininus (República dos meninos, 2012).

Os filmes, legendados em português, serão enviados aos inscritos por meio de links privados que ficarão disponíveis por dois meses (agosto e setembro de 2020). As aulas acontecerão na plataforma Zoom e o curso oferece 90 vagas. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail: cursos@mostradecinemasafricanos.com

As inscrições podem ser feitas no link abaixo:

INSCREVA-SE AQUI

Sobre Jusciele Oliveira

Graduada  em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (2006), Jusciele Oliveira é especialista em Metodologia do Ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras e Docência do Ensino Superior (2010). Mestre em Literatura e Cultura, pela Universidade Federal da Bahia (2013), com a dissertação sob o título “Tempos de Paz e Guerra: dilemas da contemporaneidade no filme Nha fala de Flora Gomes”. Doutora em Comunicação, Cultura e Artes pelo Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve, em Portugal (2018), com bolsa da CAPES Doutorado Pleno no Exterior, com a tese “Precisamos vestirmo-nos com a luz negra”: uma análise autoral nos cinemas africanos – o caso Flora Gomes. Tem experiência e textos publicados nas áreas de cultura, literaturas e cinemas africanos.

 

PROGRAMA DO CURSO

Aula 01 (01/08/2020) – Mortu nega: a luta de independência e o (pós)colonial daqueles que a morte nego-os – contextualização histórica, historiografia dos cinemas africanos de língua oficial portuguesa, Guiné-Bissau, apresentação de Flora Gomes.

Aula 02 (08/08/2020) – “Os sacos dos antigos colonizadores pesam o mesmo que os atuais”: Udju azul di yonta – litígios teóricos, discussões pós-neo-colonial, trilha sonora.

Aula 03 (15/08/2020) – “Na história de Amanha lundju, a tradição não foi respeitada”: Po di sangui – identidades culturais, tradições orais bissau-guineense. 

Aula 04 (22/08/2020) – Nha fala: uma comédia musical de múltiplos trânsitos – questões de gêneros cinematográficos, contemporaneidade. 

Aula 05 (29/08/2020) – Na república das crianças tudo é possível: Republica di mininus – marcas autorais. 

OBS. Programa detalhado será enviado aos inscritos.

Read More
Cine África ganha duas sessões extras com realizadores de Cabo Verde e Angola

Cine África ganha duas sessões extras com realizadores de Cabo Verde e Angola

Dois longas do festival We Are One se juntam à programação do Cine África | Em Casa

Nos dias 6 e 10 de junho, às 16h, o Cine África, cineclube que tem como principal objetivo difundir no Brasil a produção audiovisual africana, promove encontros com realizadores de Cabo Verde e Angola, pelo YouTube. O público poderá assistir (e debater com os cineastas) os longas “Kmêdeus” e “Ar-Condicionado”, gratuitamente. Ambos integram o festival We Are One: A Global Film Festival. Agora com onze títulos, o Cine África | Em Casa segue sua programação online até julho. 

As coordenadoras do Cine África, Ana Camila Esteves, Jusciele Oliveira e Morgana Gama, conduzem um bate-papo com o diretor Nuno Miranda e o produtor Pedro Soulé, de Cabo Verde, responsáveis pela realização do documentário “Kmêdeus”, no dia 6 de junho, sábado. O encontro conta ainda com a presença do artista António Tavares, autor da performance que inspirou narrativa do longa que gira em torno de uma figura mítica da cidade de Mindelo. 

Já no dia 10 (quarta), é a vez do diretor Fradique e do produtor Jorge Cohen, que estão à frente do longa de ficção “Ar-Condicionado”. A Geração 80, produtora que assina o filme, é a maior e mais relevante de Angola neste momento, e este é o seu primeiro longa de ficção. Na trama, quando os aparelhos de ar condicionado começam a cair dos apartamentos de Luanda, um guarda e uma empregada tem a missão de recuperar o aparelho do chefe.

Ambos os filmes estrearam mundialmente este ano no Festival de Roterdã e entraram na programação do We Are One: A Global Film Festival, que reuniu festivais de todo o mundo para exibir filmes no YouTube por uma semana. “A ideia do Cine África é aproximar o público brasileiro do cenário audiovisual africano com depoimentos dos próprios realizadores, tanto no âmbito da criação como no da produção”, explica Ana Camila Esteves, uma das organizadoras do evento.

Os encontros serão transmitidos no canal do Cine África no YouTube, nos dias 6 (sab) e 10 (qua) de junho, sempre às 16h. 

SOBRE OS FILMES

“KMÊDEUS” (dir. Nuno Miranda. Cabo Verde, 2020. Kriolscope. 53min)

O filme gira em torno da história intrigante de um misterioso excêntrico sem-teto chamado Kmêdeus (“Comer Deus”) que morava na ilha de São Vicente, Cabo Verde. Para alguns, ele era um lunático, para outros, um artista. Mas para todos, ele era e ainda é um mistério. António Tavares, um importante dançarino contemporâneo de Cabo Verde, criou uma performance baseada na vida e no mundo interior de Kmêdeus. Ele nos leva em uma viagem por sua cidade natal, Mindelo, as músicas e filmes da ilha e a celebração de seu carnaval anual. Torna-se, assim, uma busca pelos aspectos fundamentais de uma das comunidades crioulas mais antigas do mundo.

Link pra ver o filme: https://youtu.be/eSEiE-rWRSU (disponível no dia 3 de junho às 10h e por sete dias)

Link do bate-papo: https://youtu.be/UTTYiBhZ7YM (dia 06 de junho, às 16h)

 

“AR-CONDICIONADO” (dir. Fradique. Angola, 2020. Geração 80. 73min)

Quando os ares condicionados começam misteriosamente a cair dos apartamentos na cidade de Luanda, Matacedo e Zezinha, um guarda e uma empregada doméstica, tem a missão de recuperar o aparelho do chefe. Essa missão leva-os à loja de materiais elétricos do Kota Mino, que está a montar em segredo uma complexa máquina de recuperar memórias. “Ar Condicionado” é uma jornada de mistério e realidade, uma crítica sobre classes sociais e como nós vivemos em conjunto nas esperanças verticais, no coração de uma cidade que é passado-presente-futuro.

Link para ver o filme: https://youtu.be/cfEWfx9RMLQ (disponível dia 6 de junho às 12h45 e por sete dias)

Link para o bate-papo: https://youtu.be/UBeiAX2iQMo (dia 10 de junho às 16h)

Read More
Confira os filmes africanos na programação do We Are One – A Global Film Festival

Entre os dias 29 de maio e 7 de junho de 2020, acontece o We Are One – A Global Film Festival, uma iniciativa que reúne diversos festivais internacionais com o objetivo de exibir filmes online curados por esses eventos. O projeto foi pensado pelo Tribeca Film Festival e reúne grandes festivais como Cannes, Berlinale, Rotterdam, Veneza e Sundance. Todos os filmes serão exibidos no canal do We Are One no YouTube.

A programação saiu hoje e fizemos uma busca pelos filmes africanos que serão exibidos. Imaginamos que serão todos legendados em inglês, mas mesmo assim fizemos um levantamento dos títulos dirigidos por africanos, ou daqueles que tratam do universo da África de algum modo.

A programação completa você pode conferir no site oficial do We Are One. Aqui você confere os títulos, datas de exibição e sinopses traduzidas dos filmes africanos em exibição. Clique nos títulos dos filmes para acessar as informações de horários e links para assisti-los.

***

Crazy World, de Nabwana IGG (Uganda, 2019) 65min | dia 29/05

Sinopse: Neste filme de ação do ugandês Nabwana I.G.G. produzido no seu estúdio Wakaliwood, uma gangue de mafiosos que roubam crianças, conhecida como Máfia do Tigre, cria um novo esquema, baseado na ideia de que o sangue das crianças pode ter propriedades sobrenaturais. Mas eles cometem um erro fatal quando sequestram o Waka Stars, uma equipe de mestres de kung-fu mirim que logo investem sua inteligência e habilidades mortais em seus sequestradores. O filme foi selecionado pelo Toronto International Film Festival em 2019 e é um mergulho alucinante nessa indústria de filmes de ação em Uganda.

 

Daughters of Chibok, de Joel Kachi Benson (Nigéria, 2019) 11min | dia 29/05

Sinopse: Em 14 de abril de 2014, a cidade agrária de Chibok, na zona nordeste da Nigéria, foi lançada no centro das atenções globais quando o grupo terrorista Boko Haram invadiu a comunidade à noite e sequestrou 276 adolescentes escolares de seus dormitórios. O filme lida com as consequências dos sequestros e explora questões globais em torno de equidade de gênero e direito à educação.

 

Ivory Burn, de Nicholas de Pencier, Jennifer Baichwal, Edward Burtynsky (Canadá, Quênia, 2018) 7min | dia 29/05

Sinopse: Em 30 de abril de 2016, a maior queima de marfim da história ocorreu no Parque Nacional de Nairóbi. Onze piras – compostas por 105 toneladas de presas de elefante confiscadas e 1,35 toneladas de chifre de rinoceronte – foram incendiadas como um apelo para interromper todo o comércio de marfim. O valor das ruas das piras foi estimado entre 105 e 150 milhões de dólares, representando entre 6.000 e 7.000 elefantes. Este filme captura essa mensagem profundamente simbólica e visceral aos sindicatos de caça furtiva e comércio ilegal e testemunha a perda da vida animal e a diversidade que ela incorporava.

 

My Africa, de David Allen (UK, Quênia, 2018) 9min | dia 29/05

Sinopse: No norte do Quênia, o futuro da vida selvagem e das pessoas está entrelaçado. Fique no meio de uma migração estrondosa de gnus, testemunhe uma leoa arrebatar sua presa – e conheça uma comunidade dedicada a salvar a vida selvagem da África. Essa experiência combinada de realidade mista coloca os participantes no lugar de um guardião do Reteti Elephant Sanctuary, que cuida da chegada mais recente, um bebê elefante chamado Dudu.

 

Tapi!, de Jim Chuchu (Quênia, 2020) 25min | dia 03/06

Sinopse: Tapi! é um pequeno documentário que explora um momento formativo na vida do curandeiro ritual queniano Jackson, um dos últimos praticantes da prática de cura ritual chamada utapishi (“tapi”). Os líderes da igreja cristã local não estão felizes com a influência do ritual e decidem ir ao tribunal. Jackson recua contra a ameaça da proibição de tapi por movimentos religiosos que parecem determinados a apagar a complexa história de um povo.

 

Volubilis, de Faouzi Bensaïdi (Marrocos, 2017) 107min | dia 03/06

Sinopse: Na cidade marroquina de Meknès, os recém-casados Abdelkader e Malika lutam para sobreviver. Eles dividem um pequeno apartamento com a família de Abdelkader – incluindo seus cinco irmãos mais novos e seu pai doente e viciado em álcool -, mas sonham em um dia sair para começar uma vida própria juntos. Mas um dia, quando Abdelkader aparece em seu trabalho como guarda de segurança, um incidente inesperado e violento ameaça arrancar completamente seu destino.

 

Kmêdeus, de Nuno Miranda (Cabo Verde, 2020) 52 min | dia 03/06

Sinopse: Na ilha de São Vicente, Cabo Verde, sussurros enigmáticos envolviam um excêntrico sem-teto. Enquanto ele vagava pela ilha, as pessoas especularam sobre sua história – algumas o chamavam de lunático, outras de artista e filósofo – mas ninguém sabia quem ele realmente era. Eles só sabiam o nome dele: Kmêdeus, traduzido como “Coma Deus”. O coletivo cabo-verdiano Negrume acompanha o dançarino contemporâneo António Tavares através de sua performance hipnotizante, criada e apresentada em 2008, que busca evocar o mundo interior de Kmêdeus. Para este filme, Tavares percorre sua coreografia enquanto atravessa a cidade de Mindelo e tece as energias de sua música, cinema e celebrações anuais de carnaval em sua interpretação. Enquanto Tavares se esforça para honrar os mistérios de um homem, ele se vê traçando narrativas coletivas e culturais: Kmêdeus equilibra uma exploração gestual de seu xará com uma imersão fascinante nas tradicionais comunidades crioulas de Cabo Verde.

 

Ar Condicionado, de Fradique (Angola, 2020) 73min | dia 06/06

Sinopse: É um dia sufocante em Luanda, capital de Angola, quando os aparelhos de ar condicionado misteriosamente começam a se desprender das janelas do prédio e, sem aviso prévio, caem no chão. Em certo sentido, o relógio começa a disparar quando Matacedo é enviado para buscar uma unidade de reposição até o final do dia, mas o filme flui pelas correntes da cidade: o que começa como uma simples uma tarefa evolui para uma viagem agradavelmente surreal, inflada por jazz e por rap pelas ruas da cidade.

 

Atlantiques, de Mati Diop (Senegal, 2009) 15min | dia 07/06

Sinopse: O documentário ricamente texturizado de Mati Diop – tanto sua estreia experimental quanto um precursor de seu longa-metragem vencedor Grande Prêmio em Cannes, Atlantique – conta a história da trágica viagem migratória de um garoto no Senegal.

 

Parsi, de Eduardo Williams e Mariano Blatt (Guiné-Bissau, Argentina, Suíça 2018) 23min | dia 07/06

Sinopse: Comissionado para a Bienal da Imagem em Movimento de 2018, o mais recente trabalho imersivo de Eduardo Williamsv usa trabalho de câmera de 360 graus para explorar a linguagem rítmica e discursiva do poema de Mariano Blatt “No es” contra as pessoas em constante movimento da Guiné Bissau.

 

Pelourinho, They Don’t Really Care About Us, de Akosua Adoma Owusu (Gana, US, Brasil, 2019) 9min | dia 07/06

Sinopse: Em 1927, W. E. B. Du Bois escreveu à Embaixada dos EUA no Brasil sobre a atitude discriminatória do país em relação aos imigrantes negros. Akosua Adoma Owusu transmite essa correspondência por meio da montagem, justapondo leituras de voz das cartas, suntuosas imagens em Super-8 gravadas nas ruas de Pelourinho e imagens intercaladas do polêmico videoclipe de Spike Lee para “They Really Care About Us”, de Michael Jackson, resultando em um filme que rapidamente rastreia quase um século de agitação social.

 

Read More
Cine África | Em Casa – programação completa e inscrições

O Cine África é um cineclube que tem como principal objetivo difundir a produção audiovisual realizada no continente africano. O projeto surgiu em 2019 dentro da programação do Circuito Saladearte em Salvador (Bahia), vinculado à Mostra de Cinemas Africanos. Em tempos de isolamento social, decidimos realizar o Cine África – Em Casa, permitindo que continuemos com o nosso objetivo de aumentar o repertório do público brasileiro de filmes de cineastas africanos(as).

A ideia é, em formato digital, nos reunirmos para um bate-papo sobre os filmes exibidos, e nossos convidados serão sempre de quem pesquisa ou se interessa por África e pelos assuntos convocados pelos filmes. A programação tem inicialmente a duração de três meses (maio-junho-julho) com 03 sessões mensais. O formato é simples: os interessados devem se inscrever no formulário abaixo para receber o link do filme daquela sessão, e nos dias e horas marcados nos encontraremos em uma sala virtual para conversar sobre a obra. Cada encontro terá a participação de um convidado e de um mediador, e o público é estimulado a mandar perguntas e enriquecer o debate.

As sessões acontecem sempre aos sábados (os três últimos de cada mês) e sempre às 16h. Confira programação completa abaixo.

O Cine África é uma realização da Mostra de Cinemas Africanos em parceria com o Circuito Saladearte, e é coordenado por Ana Camila Esteves, Jusciele Oliveira e Morgana Gama.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

MAIO
16- “Mossane”, de Safi Faye (Senegal,1996)
Convidada: Evelyn Sacramento
23- “Moolaadé”, de Ousmane Sembène (Senegal, 2004)
Convidado: Márcio Paim
30- “Sambizanga”, de Sarah Maldoror (Angola, 1972)
Convidada: Renata Dariva

JUNHO
13- “Inxeba”, de John Trengove (África do Sul, 2017)
Convidado: Lecco França
20- “Lionheart”, de Genevieve Nnaji (Nigéria, 2018)
Convidada: Marina Gonzaga
27- “Yeleen”, de Souleymane Cissé (Mali, 1987)
Convidada: Janaína Oliveira

JULHO
11- “Félicité”, de Alain Gomis (Senegal, 2017)
Convidada: Maíra Zenun
18- “Ceddo”, de Ousmane Sembène (Senegal, 1977)
Convidado: Detoubab Ndiaye
25- “Heremakono”, de Abderrahmane Sissako (Mauritânia, 2002)
Convidada: Hannah Serrat

FORMATO

O Cine África | Em Casa funcionará da seguinte maneira:
– Serão abertas inscrições para quem quiser ver o filme da semana e participar do bate-papo;
– No sábado anterior ao dia do bate-papo, disponibilizamos o filme indicado para que as pessoas assistam em casa. Se o filme não estiver em uma plataforma como Netflix, YouTube ou similares, ele ficará disponível até o sábado do encontro;
– No caso de o filme estar disponível em plataformas VOD, indicaremos onde é possível assistir;
– Às 16h do dia marcado, nos encontraremos em uma plataforma de reuniões virtuais (o link da reunião será enviado previamente a todos os participantes inscritos);
– O bate-papo terá o tempo máximo de 2h de duração e contará com a mediação de uma das coordenadoras do Cine África;
– O convidado pode fazer uma fala inicial de 10 a 15min, depois a mediadora fará em torno de 3 perguntas para estimular a participação, e logo depois abrimos para o público, que mandará suas perguntas via chat.

Ao final de cada sessão, estimulamos que o convidado ou algum outro participante escreva uma crítica ou um ensaio sobre o filme que acabaram de discutir, a ser publicado no site oficial da Mostra de Cinemas Africanos. Dessa forma, podemos continuar gerando conteúdo em língua portuguesa sobre esta cinematografia, e de forma colaborativa.

Nossos canais de comunicação:
Site oficial: www.mostradecinemasafricanos.com
Instagram: @mostradecinemasafricanos
Facebook: /mostradecinemasafricanos

Dúvidas podem ser sanadas por e-mail: cineafrica@mostradecinemasafricanos.com

INSCREVA-SE AQUI

Este formulário de inscrição é único para toda a nossa programação. Você tem a opção de se inscrever para todos os encontros ou somente para aqueles que lhe interessa, basta preencher o formulário de acordo com as suas preferências. Se quiser cancelar a inscrição em algum momento, pode solicitar por e-mail: cineafrica@mostradecinemasafricanos.com

Read More
Saiba mais sobre a vida e obra de Sarah Maldoror (1929-2020)

Saiba mais sobre a vida e obra de Sarah Maldoror (1929-2020)

O dia 13 de abril de 2020 marcou um falecimento muito triste para os cinemas africanos. Vítima da Covid-19, a cineasta Sarah Maldoror nos deixou aos 90 anos, quando ainda estava lúcida e dedicada à sua luta pelas mulheres nos cinemas da África.

Para quem ainda não conhecia sua vida e obra, decidimos publicar aqui a tradução do trecho do livro Women in African Cinema: Beyond the Body Politic (Lizelle Bisschoff & Stefanie Van de Peer, Routledge 2019) que trata da diretora e sua importância para a história dos cinemas africanos. Leia abaixo.

O trecho original foi publicado na página do Facebook do Africa in Motion Film Festival e pode ser acessado aqui.

***

Cineasta nascida em Guadalupe, Sarah Maldoror, que foi casada com o revolucionário angolano Mário Pinto de Andrade, fez uma imensa contribuição às culturas cinematográficas de Angola e Moçambique, com frequência focando no papel da mulher nas lutas de libertação nesses países. Maldoror, que estudou cinema na ex-União Soviética com o diretor senegalês Ousmane Sembène, começou sua carreira na direção durante os anos das lutas de independência da África, e revela em seus filmes um profundo comprometimento com a história das lutas de libertação. Antes de “Sambizanga”, seu principal longa-metragem de 1972, ela dirigiu o curta “Monangambé” em 1968 na Argélia. Tanto um como o outro foram adaptações de histórias escritas pelo romancista angolano Luandino Vieira. “Sambizanga”, que trata da participação das mulheres nas lutas pela libertação através da jornada da protagonista, é um clássico filme africano que tem sido largamente ensinado, discutido e analisado, e é central para o desenvolvimento dos cinemas africanos.

Por conta da origem caribenha de Maldoror, ela estava no olho do furacão que se deu na edição de 1991 da FESPACO, quando, em um encontro de cineastas mulheres, foi pedido que aquelas da diáspora africana se retirassem. Maldoror deu o seguinte depoimento sobre o acontecido em uma entrevista a Beti Ellerson: “Nos disseram para sair porque não éramos consideradas africanas. Nós estamos na África, é claro que sou africana. Certamente meus pais eram africanos. Por que sou de Guadalupe? Porque meus pais foram vendidos como escravos. Sou parte do grupo de africanos que foram escravizados e deportados” (Ellerson, 2000, p. 165). Hoje ela é vista como uma das mais importantes cineastas pioneiras da África.

Os governos dos países de língua oficial portuguesa tinham um papel importante na formação dos cinemas nacionais depois que os países conquistaram suas independências simultaneamente em 1975. Em Moçambique, a presidente Samora Machel tinha muita consciência do poder da imagem em movimento e se comprometeu com o desenvolvimento do cinema em Moçambique através da criação do Instituto Nacional de Cinema e do convite que fez a Jean-Luc Godard, Jean Rouch e Ruy Guerra à Moçambique para que ajudassem a desenvolver uma indústria nacional. As esperanças de prosperar nos cinemas nacionais com princípios socialistas foram frustradas pelas guerras civis que eclodiram em Angola e Moçambique logo após a independência. As indústrias fílmicas nesses países atualmente crescem a passos lentos, e recentemente poucas cineastas mulheres surgiram, notavelmente Teresa Prata com “Terra Sonâmbula” (2007), sobre a jornada de um garoto em uma Moçambique destroçada pela guerra. Margarida Cardoso começou a dirigir filmes em 1995, em geral explorando temas relacionados a sua história pessoal e social, como a história colonial de Portugal em Moçambique, e a luta anticolonial. “A Costa dos Murmúrios” (2004) em particular aborda a experiência branca europeia em um país africano indefinido nos anos de 1960, diante de um pano de fundo de guerra civil e conflitos. Pocas Pascoal foi a primeira operadora de câmera de Angola, e dirigiu seu primeiro longa em 2012, “Alda e Maria”, sobre duas irmãs que escapam da guerra civil angolana fugindo para Lisboa nos anos de 1980. É significativo que essas diretoras dos países de língua oficial portuguesa contaram histórias do período colonial e pós-colonial e as circunstâncias dos seus países, escolhas temáticas que se aproximam dos princípios do Terceiro Cinema e são uma continuação do trabalho de Sarah Maldoror.

A carreira de Sarah Maldoror como cineasta ilustra o impacto do Terceiro Cinema no cinema revolucionário das mulheres. Ela foi assistente de direção no filme “A Batalha da Argélia” e logo depois realizou um potente documentário político examinando as técnicas de tortura usadas pelos franceses na guerra argelina, “Monangambé” (1968). Seu primeiro longa, “Sambizanga” (1972) ainda hoje é um grande exemplo de uma das mais antigas expressões feministas da ideologia do Terceiro Cinema. Nascida na França e de descendência guadalupense, é considerada uma cineasta africana pioneira por conta do seu longo e profundo envolvimento com o cinema no continente. Ela foi cofundadora do grupo de teatro Compagnie d’Art Dramatique des Griots em Paris em 1956, que treinou e apoiou atores negros. Ela deixou a companhia no início dos anos 1960 para estudar cinema na CGIK em Moscou com uma bolsa de estudos (Bassori, 2016). Maldoror tinha uma afinidade particular com Angola, já que era casada com o líder do movimento de libertação, poeta e filósofo Mário Pinto de Andrade. Com seu interesse na emancipação de artistas negros, assim como seu ativismo nas lutas por libertação, todos os seus filmes abordaram a libertação dos países africanos. Maldoror dá atenção com detalhes às experiências das mulheres nas lutas de libertação.

“Sambizanga” alcançou merecidamente o status de cult como um dos primeiros longas dirigidos por uma mulher negra na África, mas também por conta da única cópia sobrevivente do filme, em 16mm com legendas em inglês, preservada na New York Public Gallery. O filme é baseado em um romance do autor angolano José Luandino Vieira e foi filmado no Congo-Brazzaville. Maldoror usou técnicas de filmagem de guerrilha com a intenção de mobilizar os espectadores, especialmente os ocidentais que desconheciam a brutalidade do regime colonial português. O filme foi banido em Portugal e consequentemente também na sua “província” de Angola. Ganhou importantes prêmios em Berlim e Cartago, mas só foi exibido em Angola depois da independência.

Sambizanga é o nome do bairro de trabalhadores em Luanda onde existia uma prisão portuguesa onde os militantes angolanos eram levados para serem torturados e mortos. O filme começa com a prisão do revolucionário Domingos Xavier pelos oficiais portugueses. Xavier é levado para a prisão Sambizanga onde é ameaçado de ser torturado até morrer por não entregar os nomes dos seus companheiros. O resto da narrativa foca na esposa de Xavier, Maria, que vai de prisão em prisão até descobrir o que aconteceu com o seu marido, experimentando uma dor emocional e física excruciante durante a jornada, enquanto persiste em sua luta e mostra imensa perseverança. Sua experiência de solidariedade entre mulheres é fortalecedora tanto para ela como para aquelas ao seu redor. Ao enfatizar a presença central de mulheres na historiografia, Maldoror disse que “as mulheres africanas devem estar em todos os lugares. Elas devem estar nas imagens, atrás das câmeras, na ilha de edição e envolvidas em cada estágio do fazer fílmico. Elas devem ser aquelas que falam dos seus problemas” (Sezirahiga 1995). Ela, portanto, combina o seu ativismo atrás das câmeras com a sua luta por ter mulheres nas telas dos cinemas africanos.

 

Tradução para o português: Ana Camila Esteves

* A tradução foi autorizada pela autora Lizelle Bisschoff.

O livro pode ser adquirido na loja Amazon, e sua língua original é o inglês.

Read More
Mostra de Cinemas Africanos faz parceria com a Bienal Internacional de Artes de Curitiba

Mostra de Cinemas Africanos faz parceria com a Bienal Internacional de Arte de Curitiba

A curadora da Mostra de Cinemas Africanos, Ana Camila Esteves, foi convidada pelo BRICS Film Festival para apresentar e conduzir bate-papo com o público sobre o filme “Ame Quem Você Ama”, da cineasta sul-africana Jenna Bass. O Festival faz parte da programação da Bienal Internacional de Arte de Curitiba.

A proposta do FICBIC 2019 – BRICS FILM FESTIVAL – Festival de Cinema da Bienal Internacional de Arte de Curitiba – é voltada para o BRICS no sentido de incentivar um diálogo com um dos temas da Bienal de Arte de Curitiba 2019. Foram exibidos, no Cine-Passeio em Curitiba, 5 longas e 5 curtas representativos dos 5 países do BRICS: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O tema foi memória e homenagem. O Festival aconteceu entre os dias 28 de novembro e 4 de dezembro de 2019.

“Ame Quem Você Ama”, primeiro filme longa-metragem de Jenna Bass, foi exibido no BRICS Film Festival com o apoio da Mostra de Cinemas Africanos. A sessão aconteceu no dia 1º de dezembro às 20h na sala Cine Luz do Cine Passeio, e contou com um público de aproximadamente 80 pessoas. Após a exibição, Ana Camila conversou com os presentes sobre o atual panorama de produção e distribuição de filmes na África do Sul, além de dar mais detalhes sobre a obra criativa e original da cineasta Jenna Bass.

A parceria entre a Mostra de Cinemas Africanos e a Bienal Internacional de Arte de Curitiba pretende se estender para ações futuras na capital paranaense em 2020, confirmando o interesse da curadora do FICBIC, Denize Araújo, bem como do presidente da Bienal, Luiz Ernesto Meyer Pereira, de ampliar a visibilidade das narrativas do continente africano no Brasil.

Na foto, Denize Araújo e Ana Camila Esteves durante exibição de “Ame Quem Você Ama” em Curitiba.

Read More
“Rafiki” é exibido em Brasília com apoio da Mostra de Cinemas Africanos

“Rafiki” é exibido em Brasília com apoio da Mostra de Cinemas Africanos

Idealizada e organizada pela disciplina Etimologia Visual da Imagem do Negro no Cinema e pela professora de cinema da Universidade de Brasília (UNB) Edileuza Penha, a Mostra Adélia Sampaio promete o debate e a reflexão sobre o lugar da mulher negra no cinema.

O filme “Rafiki”, da queniana Wanuri Kahiu, foi o escolhido pela curadoria para a sessão de abertura. No dia 2 de dezembro de 2019, às 19h, no Instituto de Ciências Sociais da UnB, este filme ovacionado em Cannes em 2018 será exibido na III Mostra Competitiva de Cinema Negro Adélia Sampaio com o apoio da Mostra de Cinemas Africanos.

O longa metragem queniano, de Wanuri Kahiu, desafiou as leis do país ao abordar um romance lésbico traz um olhar sutil e delicado para questões sociais e de direitos humanos. Exibido no Festival de Cannes, como primeiro representante de seu país, Rafiki aborda o amor entre duas mulheres, Kena (Samantha Mugatsia) e Ziki (Sheila Munyiva), grandes amigas que possuem famílias rivais políticas. A relação de amizade transforma-se em um romance que passa a afetar a rotina da comunidade conservadora em que vivem. As jovens terão que escolher entre experienciar o amor que partilham, ou se distanciar em função de uma vida segura.

 

Read More
“Kasala!” é exibido em Curitiba com apoio da Mostra de Cinemas Africanos

“Kasala!” é exibido em Curitiba com apoio da Mostra de Cinemas Africanos

O filme nigeriano “Kasala!”, um dos destaques da nossa curadoria 2019, será exibido em Curitiba dentro da Mostra Cordilheira com o apoio da Mostra de Cinemas Africanos. A exibição acontece no dia 13 de novembro às 19h no Museu da Imagem e do Som do Paraná, sob a coordenação dos curadores da Mostra de Cinema Negro Brasileiro da capital paranaese.

Cordilheira é o cineclube do mês de novembro no MIS-PR, espaço para exibição e reflexão da produção de realizadoras e realizadores negros ao longo da História do Cinema, evento feito em parceria com Andrei Bueno Carvalho, Bea Gerolin e Kariny Martins, membros da equipe de curadoria e produção da Mostra de Cinema Negro Brasileiro. Com exibições seguidas de bate papo, realizadas nas noites de quarta em novembro (das 19h00 às 22h00) a programação propõe exibições e conversas sobre filmes contemporâneos, uma pequena amostra do vasto território dos Cinemas Negros, com obras que expressam a singularidade de cada cineasta.

“Kasala!” é um filme nigeriano que conta a história do adolescente Tunji, que pega o carro de seu tio sem consentimento e chama seus amigos Chikodi, Effiong e Abraham para se aventurar com ele. O problema começa quando eles batem o carro e têm apenas algumas horas para conseguir dinheiro para o conserto, antes que o tio de Tunji volte do trabalho.

 

Read More
Curadora da Mostra de Cinemas Africanos faz curadoria para festival na Escócia

Curadora da Mostra de Cinemas Africanos faz curadoria para festival na Escócia

A Mostra de Cinemas Africanos continua ampliando sua rede de atuação e fortalecendo parcerias dentro e fora do Brasil. A curadora Ana Camila Esteves foi convidada para fazer parte do time de curadoria da edição de 2019 do Africa in Motion, festival de cinemas africanos da Escócia. A brasileira se uniu a outros nomes de vários países do mundo para selecionar os filmes africanos que farão parte da programação deste ano do festival.

Além de recomendar dezenas de filmes africanos da temporada 2018-2018, Ana Camila montou uma sessão especial para o festival com curtas-metragens brasileiros de cineastas negros com o tema “Narrativas sobre a memória”. Na seleção, escolheu os filmes “Nome de Batismo – Alice” e “FotogrÁfrica”, de Tila Chitunda”, “Motriz”, de Taís Amordivino, “Travessia”, de Safira Moreira, e “Antes de Ontem”, de Caio Franco.

Todas as informações sobre a sessão “Narratives on Memory” podem ser encontradas no site oficial do Africa in Motion 2019.

Read More
Mostra de Cinemas Africanos traz a São Paulo 24 filmes de 14 países do continente

Mostra de Cinemas Africanos traz a São Paulo 24 filmes de 14 países do continente

Evento promove janela de exibição da cinematografia africana contemporânea no Brasil, com diversos títulos inéditos no país. Em sua quarta edição, chega ao CineSesc em julho de 2019.

A Mostra de Cinemas Africanos, com curadoria de Ana Camila e Beatriz Leal, entra em sua quarta edição, desta vez no CineSesc em São Paulo, de 10 a 17 de julho. Durante uma semana, o público poderá conferir uma cuidadosa seleção de filmes africanos e afrodiaspóricos reconhecidos em grandes festivais e respaldados pela crítica e públicos internacionais.

Com o objetivo de mostrar a explosão de riqueza, criatividade e diversidade na última década de uma cinematografia com um pouco mais de meio século de vida, a Mostra reúne 23 títulos procedentes de 14 países, com atenção especial à produção contemporânea. A maioria dos filmes é inédita no Brasil ou em São Paulo, chance rara de assistir a importantes produções que circularam em grandes festivais e talvez nunca cheguem ao circuito comercial do Brasil. Ao total, são 15 longas e 9 curtas de ficção e documentário projetados no CineSesc. 

A sessão de abertura contará com o longa-metragem Supa Modo, do diretor queniano Likarion Wainaina, uma produção Quênia/Alemanha. Por sua delicadeza, ternura e maestria narrativa, é favorita do público internacional por sua declaração de amor ao cinema através da história de uma garota de nove anos com uma doença terminal que sonha em ser uma super-heroína. A sessão acontece em parceria com o Goethe-Institut, no dia 10 de julho, às 20h30, com entrada gratuita.

A Mostra de Cinemas Africanos se estabelece como um evento itinerante que coloca o Brasil na rota de circulação dos cinemas produzidos na África e sua diáspora. O evento possibilita que o público brasileiro acompanhe anualmente os lançamentos da cinematografia do continente e que crie repertório sobre ela. Nesta edição em São Paulo, a Mostra ganha um catálogo com apresentação dos filmes e debates com especialistas de renome internacional, sendo mais uma forma de incentivar a produção de conhecimento sobre um cinema inovador, original e com narrativas as mais diversas. 

CURADORIA DESTACA PROTAGONISMO FEMININO

A proeminência das mulheres na programação da Mostra reflete o crescimento exponencial no século 21 de filmes realizados por mulheres na África e na diáspora. As jovens diretoras africanas dominam gêneros tão heterogêneos como a comédia adolescente (Kasala!, da nigeriana Ema Edosio), a ficção científica afrofuturista (Afronautas, de Nuotama Bodomo, e Pumzi, de Wanuri Kahiu), o curta-metragem poético (Irmandade, da tunisiana Meryam Joobeur), o ensaio autobiográfico (Lua Nova, de Philippa Ndisi-Hermann) ou o melodrama experimental (Ame Quem Você Ama, da sul-africana Jenna Bass). 

Outras cineastas optam por usar o cinema como ferramenta de denúncia e espaço de abertura de diálogo, sem deixar de lado o entretenimento. É o caso do último trabalho de Wanuri Kahiu, Rafiki, que apresenta através de uma história de amor lésbico a perseguição à comunidade LGTBQI no Quênia; de Sofia (de Meryen Benm’Barek-Aloïsi) um melodrama social centrado na situação vulnerável da mulher violentada no Marrocos (ganhadora em Cannes do Prêmio de melhor roteiro no Un Certain Regard), ou o poderoso documentário sobre a força do ativismo para se opor a práticas de extração neocoloniais na Libéria (A Luta de Silas, de Hawa Essuman e Anjali Nayar). 

HOMENAGEM A DJIBRIL DIOP MAMBÉTY

Em reconhecimento aos pioneiros dos cinemas africanos, serão projetados dois longas de ficção do senegalês Djibril Diop Mambèty (1946-1998), tio de Mati Diop, primeira diretora africana negra a competir pela Palma de Ouro no último Festival de Cannes. De Mambéty, autor iconoclasta, irreverente e controverso, Touki Bouki (1973) e Hyènes (1992) são dois clássicos universais que serão exibidos em cópias recentemente restauradas e que ainda hoje ressoam por seus temas, mensagens e estilos cinematográficos.  

ATIVIDADES PARALELAS

Durante uma semana, a Mostra de Cinemas Africanos promoverá quatro sessões comentadas, sempre com especialistas e críticas de cinema. Receberemos as pesquisadoras Lúcia Monteiro, Kênia Freitas, Alessandra Meleiro e Jusciele Oliveira, que mediarão bate-papos com a plateia de filmes selecionados (ver programação). Teremos também uma edição do Cinema da Vela, onde as curadoras Ana Camila e Beatriz Leal, acompanhadas de Lúcia Monteiro e Jusciele Oliveira, conversarão sobre a desconstrução de estereótipos nos cinemas africanos contemporâneos. Pesquisadora e curadora de diversos festivais no mundo, Beatriz Leal oferecerá também o curso “Cinemas Africanos em Perspectiva”, com o objetivo de contextualizar esta cinematografia para o público interessado.

NARRATIVAS URBANAS, IMAGINÁRIOS OUTROS E CULTURAS DIVERSAS

Com uma curadoria que ressalta a diversidade de gêneros e formatos dos cinemas africanos, a Mostra destaca em sua programação as experiências do cotidiano em grandes cidades africanas, absorvidas por culturas diversas que criam imaginários outros do continente através do cinema, com inovação e originalidade. 

Servindo-se dos meios da poderosa indústria de cinema sul-africana, Michael Mathews e o nigeriano radicado na África do Sul Akin Omotoso nos estimulam a pensar sobre os caminhos da sociedade sul-africana pós-apartheid. O primeiro com uma estimulante alegoria em formato western (Five Fingers for Marseilles, Michael Matthews,) e o segundo através de um drama baseado em histórias reais de pessoas em situação de rua em Joanesburgo (Vaya, de Akin Omotoso). Já na região do Magrebe, temos uma história íntima e compassiva de um pai que reavalia sua vida ao se reencontrar com seu filho que abandonou do outro lado do Mediterrâneo (Look at Me, de Néjib Belkadhi). O longa, exibido no Festival de Berlim 2019, é um bom exemplo da força da indústria cinematográfica da Tunísia.

Diante do conjunto de heróis revolucionários de carne e osso que estiveram à frente das independências na África, o imaginário atual dos jovens africanos é composto por heróis dos quadrinhos e do cinema. Além de Supa Modo, outros filmes trazidos pela Mostra oferecem um panorama desses imaginários. Samantha Biffot nos revela, no documentário O Africano que Queria Voar, o gabonês Luc Bendza, primeiro campeão negro de wushu da história. Sua paixão pelo Kung Fu o levou a seguir os passos dos seus heróis na ficção (Bruce Lee e Wag Yu) e voar para a China para realizar seu sonho e acabar trabalhando com Jackie Chan nas telonas. O burquinense Cédric Ido, residente na França, completa esse quadro de referências com o instigante As Espadas, usando a linguagem das artes marciais para refletir sobre o futuro do planeta, também em uma perspectiva afrofuturista.

O papel da música como ingrediente da identidade cultural e como espaço expressivo íntimo e de interação social são os fios que unem os documentários Bakosó – O Afrobeats de Cuba e A Dança das Máscaras com o média-metragem Nora. Coreógrafa e bailarina de fama internacional, Nora Chipaumire volta ao seu país (Zimbábue) para compor um relato autobiográfico dançado, de imensa força comunicativa. De Moçambique, país vizinho, A Dança das Máscaras (Sara Gouveia) nos apresenta a Atanásio Nyusi, conhecido por sua destreza na dança tradicional Mapiko e nos força a refletir sobre a história do país desde a colonização. Bakosó, de Eli Jacobs-Fantauzzi, nos coloca em contato com um novo estilo musical afro-cubano que está dominando as ruas de Cuba, fruto da abertura internacional do país e das possibilidades de conexão com a ancestralidade africana. 

Por fim, o curta-metragem, formato inovador especialmente querido pela nova geração de realizadores africanos, ocupa um lugar destacado na Mostra com duas sessões temáticas: uma centrada no movimento do Afrofuturismo, e outra sobre as histórias íntimas mulheres e homens jovens nas cidades contemporânea da África e da diáspora. Estas novas vozes e narrativas de juventude transmitem a pulsão de um continente onde a média da população não chega aos 20 anos, e cuja explosão demográfica está apenas começando. 

 

SERVIÇO

Mostra de Cinemas Africanos – Edição São Paulo

de 10 a 17 de julho de 2019

CineSesc São Paulo (Rua Augusta, 2075)

Mais informações: www.facebook.com/mostradecinemasafricanos

PROGRAMAÇÃO

10 de julho (quarta-feira)

20h30- Supa Modo (Quênia, 2018)

(entrada gratuita)

11 de julho (quinta-feira)

15h- Nora (Reino Unido, Estados Unidos, 2018) + Bakosó – Afrobeats de Cuba (Cuba, 2019)

17h- A Dança das Máscaras (África do Sul, Portugal, 2018) + debate com Jusciele Oliveira

19h- Ame Quem Você Ama (África do Sul, 2014)

19h- CURSO Cinemas Africanos em Perspectiva (dia 01)

21h- Rafiki (Quênia, 2018)

12 de julho (sexta-feira)

14h30- Vaya (África do Sul, 2016)

17h- A Luta de Silas (África do Sul, Quênia, Canadá, 2017)

19h- Olhe pra Mim (Tunísia, França, Catar, 2018)

19h- CURSO Cinemas Africanos em Perspectiva (dia 02)

21h- Kasala! (Nigéria, 2018)

13 de julho (sábado)

15h- Sessão de curtas “Narrativas Urbanas”: Koka, O Açougueiro (Egito, Alemanha, 2018); O Rei do Mercado (Quênia, EUA, 2014); Pela Ternura (França, 2016)

17h- Irmandade (Tunísia, 2018) + Lua Nova (Quênia, 2018)

19h- Nora (Reino Unido, Estados Unidos, 2018) + Bakosó – Afrobeats de Cuba (Cuba, 2019)

21h- Sofia (Marrocos, 2018) + debate com Alessandra Meleiro

14 de julho (domingo)

14h30- As Espadas (Burkina Faso, 2011) + O Africano que Queria Voar (Gabão, 2016)

16h30- Sessão de curtas “Afrofuturismo”: Pumzi (Quênia, África do Sul, 2009), Afronautas (Gana, EUA, 2014), Gagarine (França, 2015), As Espadas (Burkina Faso, 2011) + debate com Kênia Freitas

18h30- Cinco Dedos por Marselha (África do Sul, 2017)

21h- Olhe pra Mim (Tunísia, França, Catar, 2018)

15 de julho (segunda-feira)

15h- Supa Modo (Quênia, 2018)

17h- Kasala! (Nigéria, 2018)

19h- Sofia (Marrocos, 2018)

21h- Touki Bouki (Senegal, 1973) + debate com Lúcia Monteiro

16 de julho (terça-feira)

15h- A Luta de Silas (África do Sul, Quênia, Canadá, 2017)

17h- A Dança das Máscaras (África do Sul, Portugal, 2018)

19h- Irmandade (Tunísia, 2018) + Lua Nova (Quênia, 2018)

19h30 – Cinema da Vela: “Desconstruindo estereótipos dos cinemas africanos”

21h- Cinco Dedos por Marselha (África do Sul, 2017)

17 de julho (quarta-feira)

14h30- Vaya (África do Sul, 2016)

17h- Ame Quem Você Ama (África do Sul, 2014)

19h- As Espadas (Burkina Faso, 2011) + O Africano que Queria Voar (Gabão, 2016)

21h- Hienas (Senegal, 1992)

 

Read More
Primeira edição do Cine África apresenta o filme “Republica di mininus”, de Flora Gomes, em Salvador

Primeira edição do Cine África apresenta o filme “Republica di mininus”, de Flora Gomes, em Salvador.

Em abril, a Mostra de Cinemas Africanos e o Circuito SALADEARTE estreiam o projeto Cine África. Com curadoria de Ana Camila, o projeto exibe mensalmente filmes africanos em sessões comentadas na Saladearte Cinema da UFBA.

A ideia é expandir o conceito da Mostra de Cinemas Africanos – que aconteceu em Salvador em novembro de 2018 – para uma periodicidade que abranja o ano inteiro, oferecendo ao público de Salvador a oportunidade de ver muitos filmes produzidos no continente africano e, por sua vez, criar repertório sobre esta cinematografia. O foco das sessões serão filmes lançados a partir dos anos 2000, havendo a possibilidade de sessões de filmes mais clássicos.

A primeira sessão acontece dia 06 de abril (sábado), às 16h30, com a exibição do longa-metragem “Republica di Mininus”, do cineasta Flora Gomes, de Guiné-Bissau. Lançado em 2012, o filme narra uma história de esperança na construção de um mundo melhor, principalmente para as crianças. Confira sinopse abaixo.

Como a proposta do Cine África é fomentar o repertório de cinemas africanos, todas as sessões serão comentadas por especialistas em cinema ou em temas correlatos aos filmes exibidos, ou por cinéfilos e críticos de cinema convidados. Nesta primeira edição, convidados a pesquisadora Jusciele Oliveira, especialista na obra do Flora Gomes e também responsável por conseguir, junto ao diretor, os direitos para exibição do longa na estreia do Cine África.

Conduzindo o bate-papo pós-sessão, Jusciele apresentará um contexto da obra do Flora Gomes, a importância do diretor na trajetória dos cinemas africanos e comentários críticos sobre o filme, em uma conversa aberta com o público.

O Cine África acontecerá sempre nos primeiros sábados de cada mês, às 16h30 na Saladearte Cinema da UFBA. Os valores dos ingressos seguem o padrão da sala.

SINOPSE DE “REPUBLICA DE MININUS”:

Num país em Guerra, assustados pelas tragédias que eles próprios provocaram, os adultos desaparecem, abandonando as crianças à sua sorte. Para conseguirem sobreviver a esta nova realidade, serão obrigados a unir-se. E assim surge “A Republica di Mininus”, onde o polícia, político, médico, patrão e empregado são apenas crianças. Nesta nova sociedade a união, respeito e harmonia são palavras de ordem, mas subitamente a paz instituída é quebrada quando cinco crianças soldados chegam à Republica di Mininus. Trazem consigo passados difíceis e atitudes conturbadas, pelo qual são obrigados a passar por uma prova imposta pelos meninos da nova sociedade: ou se aceitam uns aos outros como um grupo, ou terão de partir novamente para um mundo sem esperança, onde a sobrevivência é algo que não existe. 

SERVIÇO

Cine África #1
Com o filme “Republica di Mininus” (de Flora Gomes. Guiné-Bissau, 2012)
Bate-papo pós-sessão com Jusciele Oliveira
Dia 06 de abril de 2019 (sábado), às 16h30
Na SALADEARTE Cinema da UFBA (Av. Reitor Miguel Calmon, s/n, PAC – Vale do Canela)

Read More
Mostra de Cinemas Africanos traz 8 filmes inéditos do continente negro a Aracaju

Mostra de Cinemas Africanos traz 8 filmes inéditos do continente negro a Aracaju

Muitos inéditos no Brasil e todos exibidos pela primeira vez em Sergipe, filmes apresentam a diversidade estética e narrativa da cinematografia africana. 

Com curadoria de Ana Camila Esteves (Brasil) e Beatriz Leal Riesco (Espanha/ Estados Unidos), a Mostra de Cinemas Africanos acontece pela primeira vez em Aracaju, de 07 a 10 de fevereiro de 2019, no Cinema Vitória. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). A mostra reúne 08 filmes de longa-metragem dos cinemas africanos contemporâneos, muitos inéditos no Brasil e que serão exibidos pela primeira vez em Sergipe. Dirigidos por cineastas do Sudão, África do Sul, Nigéria, Burkina Faso e Quênia, os filmes variam entre ficção e documentário. A programação conta também com duas sessões comentadas por especialistas em cinema, África e temas afins à mostra. Chance rara de conhecer e discutir uma cinematografia vibrante e diversa em temáticas, paisagens e estéticas.

O recorte curatorial atende à demanda por proporcionar espaços de exibição no Brasil de filmes recentes produzidos na África nos últimos cinco anos, bem como promove o contato do público com as estéticas e narrativas presentes numa cinematografia quase completamente desconhecida do público brasileiro. A Mostra já passou por Salvador e Porto Alegre, e depois de Aracaju segue para outras cidades brasileiras. 

SERVIÇO
Mostra de Cinemas Africanos | edição Aracaju
De 07 a 10 de fevereiro de 2019
No Cinema Vitória
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Read More
Mostra de Cinemas Africanos chega a Porto Alegre em dezembro

Mostra de Cinemas Africanos chega a Porto Alegre em dezembro na Cinemateca Capitólio

Evento exibirá 22 filmes, vários inéditos no Brasil, que apresentam diversidade estética e narrativa dos cinemas africanos contemporâneos

Porto Alegre recebe entre os dias 7 e 16 de dezembro a Mostra de Cinemas Africanos, que será realizada na Cinemateca Capitólio Petrobras. Serão exibidos no evento 22 filmes, entre longas e curtas-metragens de ficção e documentário, produzidos a partir de 2011 em países como Sudão, África do Sul, Quênia, Nigéria, Senegal e Burkina Faso, além de obras dirigidas por cineastas de origem africana em diáspora, especialmente na França. Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada). A programação contará também com quatro debates em sessões comentadas por especialistas em cinema, África e temas afins à mostra. É uma chance rara de conhecer e discutir uma cinematografia vibrante e diversa em temáticas, paisagens e estéticas nessa que será a última mostra da Cinemateca Capitólio Petrobras em 2018.

A curadoria, assinada pela jornalista, produtora e pesquisadora Ana Camila Esteves (Brasil) e pela curadora e pesquisadora Beatriz Leal Riesco (Espanha/Estados Unidos), foi pensada como forma de proporcionar ao público brasileiro o acesso a filmes produzidos na África nos últimos cinco anos, bem como promover o contato com as estéticas e narrativas presentes numa cinematografia quase completamente desconhecida no país. 

A abertura da Mostra de Cinemas Africanos em Porto Alegre será na sexta-feira, dia 07 de dezembro, às 20h, com o longa-metragem queniano “Supa Modo”, de Likarion Wainaina. O filme, inédito no Brasil, narra a história de Jo, uma garota de nove anos que tem uma doença terminal e é levada de volta à sua vila rural de origem para viver seus últimos dias. O único conforto nesse momento difícil é sonhar em ser uma super-heroína. Fugindo dos clichês de “filme de doentes terminais”, “Supa Modo” comove pela doçura, humor e simplicidade de uma história para todas as idades. Estreou no Festival de Berlim 2018 e desde então tem sido exibido em diversos eventos pelo mundo. O longa foi escolhido para representar o Quênia na disputa pela indicação de melhor filme estrangeiro no Oscar 2019.

A mostra também traz em primeira mão a Porto Alegre o longa-metragem queniano “Rafiki”, da diretora Wanuri Kahiu, que se tornou um dos filmes mais importantes do ano no circuito internacional de festivais, após a exibição em Cannes. O longa mostra uma história de amor entre duas meninas e foi banido no Quênia, país onde a homossexualidade é proibida por lei. Um detalhe importante sobre a curadoria é que mais da metade dos filmes que integram a programação foi dirigida por cineastas mulheres e as obras permitem discutir temáticas voltadas ao feminino, como sexualidade lésbica negra, representatividade feminina negra e os conflitos entre tradição e modernidade na África contemporânea.  

A Mostra de Cinemas Africanos tem parceria com o Instituto Francês, o New York African Film Festival (NYAFF, que em 2018 completou 25 anos), o FESTiFRANCE e o Wallay – Barcelona African Film Festival, além da Cinemateca Francesa e do Instituto Francês. A realização é da empresa produtora Ana Camila Comunicação & Cultura, com apoio da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, através da Cinemateca Capitólio Petrobras. O evento tem duas edições no Brasil: em novembro, a mostra aconteceu em Salvador. A produção local da edição de Porto Alegre é da jornalista, pesquisadora e professora universitária Gabriela Almeida.

AQUECIMENTO

No dia 30 de novembro, às 21h, será realizada uma sessão especial do Projeto Raros, da Cinemateca Capitólio Petrobras, de aquecimento para a mostra. Será exibido o filme “Ô Sol” (Soleil O, 1969, 98 minutos), dirigido por Med Hondo, um dos nomes mais importantes do cinema da Mauritânia. Clássico do cinema político africano, “Ô Sol” mostra um homem da Mauritânia que está feliz da vida: escolhido para assumir uma vaga em Paris, na França, ele espera finalmente mudar de vida e se encontrar no mundo. Embora tenha boa educação, ele acaba tendo muitas dificuldades para se estabelecer no país, e se vê cercado pelo racismo, pela indiferença e preconceito. Aos poucos, o sonho de uma vida diferente na terra dos colonizadores vai se desfazendo. O filme será apresentado pelo crítico e pesquisador Pedro Henrique Gomes e a entrada é gratuita.

EIXOS CURATORIAIS

Se o acesso aos clássicos do cinema africano é pequeno e recente, o mesmo ocorre com a produção contemporânea do continente, que vem se destacando pela singularidade de suas tramas, seus formatos, o alcance de suas mensagens e os trânsitos e a fluidez entre os gêneros narrativos, enquanto se afirma em termos autorais de forma autônoma. Os títulos escolhidos pelas curadoras para compor a mostra dão especial destaque a três eixos temáticos-narrativos:

  • O feminino: a produção feita por mulheres no continente africano é destaque na programação, com os longas “Rafiki” (Quênia, 2018, de Wanuri Kahiu), “Solte a voz” (França, 2018, de Amandine Gay) e “M de menino” (Nigéria, 2013, de Chika Anadu). Não só dirigidos por mulheres, mas que trazem à tona os dilemas da mulher negra na sociedade contemporânea, uma aproximação importantíssima entre África e Brasil.
  • Universo da infância: longe de ser filmes para crianças, a curadoria selecionou filmes que tratam do universo infantil a partir de um olhar de cuidado e muita sensibilidade para as angústias e tropeços da vida de crianças negras na África e na diáspora. “Supa Modo” (Quênia, 2018, de Likarion Wainaina) e “Wallay” (Burkina Faso, 2017, de Berni Goldblat) são os longas que representam este eixo, enquanto uma sessão de curtas curada em parceria com o New York African Film Festival, com obras do Senegal, Burkina Faso e Quênia, se desdobra em sensíveis abordagens da infância.
  • Ativismo e micropolíticas: ainda que os dois eixos acima possam ser considerados micropolíticos em seus ativismos, a curadoria selecionou alguns títulos que mostram ao público brasileiro como os africanos lidam em seu cotidiano com situações de vulnerabilidade. Longas como “Vaya” (África do Sul, 2016, de Akin Omotoso) e “No ritmo do Antonov” (Sudão, 2014, de hajooj kuka) apresentam narrativas realistas sobre seus respectivos países, além de outros curtas e longas que oferecem um panorama dos dilemas contemporâneos da vida em diferentes regiões do continente.

PROGRAMAÇÃO

DIA 07/12 (sexta-feira)

20h – Abertura da mostra com “Supa Modo”, de Likrarion Wainaina (Quênia, 2018)

* Debate pós-sessão: Distribuição e circulação dos cinemas africanos: o acesso aos filmes

Convidados: Ana Camila Esteves (curadora da mostra e pesquisadora) e Pedro Henrique Gomes (jornalista, crítico de cinema e pesquisador) 

DIA 08/12 (sábado)

18h30 – “Wallay”, de Berni Goldblat (Burkina Faso/França, 2017)

20h – “Rafiki”, de Wanuri Kahiu (Quênia, 2018)

* Debate pós-sessão: Por um cinema negro, feminino e LBTQ

Convidadas: Carla Rabelo (professora da Unipampa), Fernanda Nascimento (pesquisadora/doutoranda no Programa Multidisciplinar em Ciências Humanas da UFSC) e Lorena Risse (pesquisadora/doutoranda em Ciências da Comuniação na Unisinos)

DIA 09/12 (domingo)

18h30 – “Vaya”, de Akin Omotoso (África do Sul, 2016)

20h30 – Programa de curtas: parceria New York African Film Festival

DIA 11/12 (terça-feira)

19h30 – “Solte a voz”, de Amandine Gay (França, 2018)

* Debate pós-sessão: Representatividade feminina negra: desdobramentos entre África e Brasil

Convidadas: Fernanda Bastos (jornalista, escritora, mestranda em Comunicação e Informação na UFRGS e criadora da editora Figura de Linguaugem), Camila Andrade (pesquisadora/doutoranda em Ciência Política na UFRGS) e Fernanda Carvalho (jornalista da TV Nação Preta e ativista do movimento negro)

DIA 12/12 (quarta-feira)

18h30 – “Supa Modo”, de Likarion Wainaina (Quênia, 2018)

DIA 13/12 (quinta-feira)

18h30 – “Rafiki”, de Wanuri Kahiu (Quênia, 2018) 

Dia 14/12 (sexta-feira)

18h30 – “No ritmo do Antonov”, de hajooj kuka (Sudão, 2014)

Dia 15/12 (sábado)

15h45 – Programa de curtas: parceria FestiFrance

18h – “Martha & Niki”, de Tora Mårtens (Suécia, 2016)

* Debate pós-sessão: Mulheres e culturas urbanas

Dia 16/12 (domingo)

14h –  Programa de curtas: filmes de Ekwa Msangi (Quênia) + “Árvore sem frutos”, de Aïcha Macky (Franca/Níger, 2016)

16h – “M de Menino”, de Chika Anadu (Nigéria, 2013)

TEXTO DA CURADORIA

Pela primeira vez em Salvador e Porto Alegre apresentamos uma seleção de filmes africanos representativos da riqueza cinematográfica da África e sua diáspora. Com o objetivo de abrir uma janela de exibição para a imensa criatividade africana e minimizar a inaceitável ausência destas cinematografias nas salas comerciais e nos canais de difusão de filmes no Brasil, reunimos cerca de vinte filmes de dez nacionalidades diferentes e com ênfase na produção contemporânea. Os longas de ficção, documentários e curtas-metragens que compõem a mostra são obras inovadoras e de entretenimento que demonstram tanto a maestria dos seus realizadores como a capacidade comunicativa de gêneros tão diversos como o melodrama, o thriller, a comédia e a experimentação.

O impacto das novas tecnologias e da indústria nigeriana (Nollywood) reconfigurou o mundo do audiovisual africano, permitindo a novos e originais agentes o acesso aos meios de produção. Neste momento excitante, queremos render tributo à mudança geracional produzida desde o início do século XXI em narrativas, histórias, protagonistas e indústrias cinematográficas africanas em países como Burkina Faso, Senegal, África do Sul, Nigéria e em especial o Quênia, país com destaque na nossa programação. A juventude com seus anseios, as realidades do cotidiano, desenganos e aspirações, o espaço urbano, os deslocamentos, o crescente papel da mulher à frente e detrás das câmeras, o universo da infância, os conflitos e suas subjetividades – todos estes são fios condutores a uma viagem de descoberta pela África e sua diáspora através do melhor dos seus cinemas.

Esta mostra é dedicada ao professor Mahomed Bamba, falecido em 2015, apaixonado pelo cinema e pesquisador dos cinemas africanos e da diáspora. Foi através de Bamba que nos conhecemos, e sem dúvida tudo o que fazemos juntas é um desdobramento do seu legado como professor, pesquisador e amigo querido. Esta mostra se potencializa com a sua presença imensa. 

Ana Camila e Beatriz Leal

 

FICHA TÉCNICA

Realização: Ana Camila Comunicação & Cultura
Curadoria: Ana Camila e Beatriz Leal
Curadoria das mesas de debates: Gabriela Almeida
Produção local: Gabriela Almeida
Programação: Gabriela Almeida e Ana Camila
Identidade visual e material gráfico: Jéssica Soares
Vídeos: Caroline Musskopf
Assessoria de imprensa: Bebê Baumgarten
Apoio: Instituto Francês e Cinemateca Francesa, New York African Film Festival, FESTiFRANCE, Wallay – Barcelona African Film Festival e Secretaria da Cultura | Prefeitura de Porto Alegre.

SERVIÇO
Mostra de Cinemas Africanos | edição Porto Alegre
De 07 a 16 de dezembro de 2018
Na Cinemateca Capitólio Petrobras
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Informações: https://www.facebook.com/africanfilmfestivalBR/ 

INFORMAÇÕES À IMPRENSA:
Bebê Baumgarten Comunicação
51 3028.4201 / 98111.8703
bebe@bebebaumgarten.com

www.bebebaumgarten.com

 

Read More
Mostra de Cinemas Africanos traz 20 filmes do continente negro a Salvador

Mostra de Cinemas Africanos traz 20 filmes do continente negro a Salvador

Muitos inéditos no Brasil e todos exibidos pela primeira vez na Bahia, filmes apresentam a diversidade estética e narrativa da cinematografia africana.

Banido no Quênia e ovacionado em Cannes, o longa “Rafiki” é um dos destaques da mostra.

Com curadoria de Ana Camila Esteves (Brasil) e Beatriz Leal Riesco (Espanha/ Estados Unidos), a Mostra de Cinemas Africanos acontece pela primeira vez em Salvador, de 22 a 28 de novembro, no Cinema do Museu do circuito Saladearte. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). A mostra reúne 20 filmes de curta e de longa-metragem dos cinemas africanos contemporâneos, muitos inéditos no Brasil e que serão exibidos pela primeira vez na Bahia. Dirigidos por cineastas de países como Senegal, Sudão, África do Sul, Nigéria e Quênia, os filmes variam entre ficção e documentário. A programação conta também com cinco sessões comentadas por especialistas em cinema, África e temas afins à mostra. Chance rara de conhecer e discutir uma cinematografia vibrante e diversa em temáticas, paisagens e estéticas.

O recorte curatorial atende à demanda por proporcionar espaços de exibição no Brasil de filmes recentes produzidos na África nos últimos cinco anos, bem como promove o contato do público com as estéticas e narrativas presentes numa cinematografia quase completamente desconhecida do público brasileiro. A decisão por promover a primeira edição em Salvador deriva principalmente da conexão da cidade com o continente africano e a necessidade de promover atividades e eventos que permitam a uma população, ela mesma oriunda da diáspora, o conhecimento de estéticas e modos de vida inseridos em experiências africanas do/no presente. Em dezembro a mostra segue para Porto Alegre.

NOITE DE ABERTURA

A mostra abre dia 22 de novembro às 18h30 com o filme “Rafiki“, o primeiro longa-metragem dirigido por uma mulher no Quênia, a cineasta Wanuri Kahiu, e o primeiro filme a representar o país no Festival de Cannes no início deste ano. Banido no seu país de origem, onde a homossexualidade é crime, o filme conta a história de amor entre duas adolescentes. A sessão contará com a presença de Taís Amordivino e Loiá Fernandes, realizadoras da Cinequebradas, evento que busca dar visibilidade a filmes realizados por e para mulheres negras LBTQs (Lésbicas, bissexuais, Transsexuais e Queer), para um bate-papo pós-sessão. Outro longa que tem rodado por muitos países e estreia no Brasil através da mostra é o “Supa Modo”, do diretor queniano Likarion Wainaina. A narrativa conta a história de Jô, uma jovem que sofre uma doença degenerativa e sonha em se tornar uma heroína. Como tentativa de realizar o seu desejo, toda a vila onde a jovem mora trama um plano genial na qual ela será a protagonista.

A Mostra de Cinemas Africanos tem parceria com o Instituto Francês, o New York African Film Festival (NYAFF, que em 2018 completou 25 anos), o FESTiFRANCE e o Wallay – Barcelona African Film Festival, além da Cinemateca Francesa e do Instituto Francês. Realização da Ana Camila Comunicação & Cultura e do Circuito SALADEARTE.

SERVIÇO
Mostra de Cinemas Africanos | edição Salvador
De 22 a 28 de novembro de 2018
Na SALADEARTE Cinema do Museu
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

PROGRAMAÇÃO

DIA 22/11 (quinta-feira)
18h30 – “Rafiki”, de Wanuri Kahiu (Quênia, 2018)
* Exibição do curta “Amor de Orí”, de Bruna Barros
* Bate-papo pós-sessão: Por um cinema negro, feminino e LBTQ, com a Cinequebradas
20h40 – “Wallay”, de Berni Goldblat (Burkina Faso/França, 2017)

DIA 23/011 (sexta-feira)
18h30 – “No ritmo do Antonov”, de hajooj kuka (Sudão, 2014)
* Bate-papo pós-sessão: Estéticas da (r)existência em regiões de conflitos
20h30 – “Martha & Niki”, de Tora Mårtens (Suécia, 2016)

DIA 24/11 (sábado)
18h30 – “Fronteiras”, de Apolline Traoré (Burkina Faso, 2017)
20h30 – “Supa Modo”, de Likarion Wainaina (Quênia, 2018)

DIA 25/11 (domingo)
18h30 – “Vaya”, de Akin Omotoso (África do Sul, 2016)
20h30 – “Rafiki”, de Wanuri Kahiu (Quênia, 2018)

DIA 26/11 (segunda-feira)
18h30 – “Supa Modo”, de Likarion Wainaina (Quênia, 2018)
20h – Programa de curtas 1: parceria FestiFrance
* Bate-papo pós-sessão: Vivências diaspóricas e diferença

DIA 27/11 (terça-feira)
18h30 – “Rafiki”, de Wanuri Kahiu (Quênia, 2018)
20h – Programa de curtas 2: parceria New York African Film Festival
* Bate-papo pós-sessão: O cinema e as experiências de infância e juventude no sul global 

Dia 28/11 (quarta-feira)
18h30 – “Solte a voz”, de Amandine Gay (França, 2018)
* Bate-papo pós-sessão: Representatividade feminina negra: desdobramentos entre África e Brasil

INFORMAÇÕES À IMPRENSA:
Ana Camila Comunicação & Cultura
Jornalista responsável: Gisele Santanajornalismo.gi@gmail.com
(71) 98872-5492 (OI) / 99234-2581 (TIM) 

EIXO CURATORIAL

Se o acesso aos clássicos do cinema africano é pequeno e recente, o mesmo ocorre com a produção contemporânea do continente, que vem se destacando pela singularidade de suas tramas, seus formatos, o alcance de suas mensagens e os trânsitos e a fluidez entre os gêneros narrativos, enquanto se afirma em termos autorais de forma autônoma. Os títulos escolhidos pelas curadoras para compor a mostra dá especial destaque a três eixos temáticos-narrativos:

  • Universo da mulher: a produção feminina no continente africano é destaque na programação, com os longas “Rafiki” (Quênia, 2018, de Wanuri Kahiu), “Solte a voz” (França, 2018, de Amandine Gay) e “Fronteiras” (Burkina Faso, 2017, de Apolline Traoré). Não só dirigidos por mulheres, mas que trazem à tona os dilemas da mulher negra na sociedade contemporânea, um gancho importantíssimo entre África e Brasil.
  • Universo da infância: longe de serem filmes para crianças, a curadoria selecionou filmes que tratam do universo infantil a partir de um olhar de cuidado e muita sensibilidade para as angústias e tropeços da vida de crianças negras na África e na diáspora. “Supa Modo” (Quênia, 2018, de Likarion Wainaina) e “Wallay” (Burkina Faso, 2017, de Berni Goldblat) são os longas que representam este eixo, enquanto uma sessão de curtas do Senegal, Burkina Faso e Quênia se desdobra em sensíveis abordagens da infância.
  • Ativismo e micropolíticas: ainda que os dois eixos acima possam ser considerados micropolíticos em seus ativismos, a curadoria selecionou alguns títulos que mostram ao público brasileiro como os africanos lidam em seu cotidiano com situações de vulnerabilidade. Longas como “Vaya” (África do Sul, 2016, de Akin Omotoso) e “No ritmo do Antonov” (Sudão, 2014, de hajooj kuka) apresentam narrativas realistas sobre seus respectivos países, além de outros curtas e longas que oferecem um panorama dos dilemas contemporâneos da vida em diferentes regiões do continente.

 

FICHA TÉCNICA

Realização: Ana Camila Comunicação & Cultura
Produção: Ana Camila e Gabriela Almeida
Curadoria: Ana Camila e Beatriz Leal
Programação: Ana Camila e Marcelo Sá
Curadoria das mesas de debates: Gabriela Almeida
Apoio: Instituto Francês e Cinemateca Francesa, New York African Film Festival, FESTiFRANCE e Wallay – Barcelona African Film Festival.

TEXTO DA CURADORIA

Pela primeira vez em Salvador apresentamos uma seleção de filmes africanos representativos da riqueza cinematográfica da África e sua diáspora. Com o objetivo de abrir uma janela de exibição para a imensa criatividade africana e minimizar a inaceitável ausência destas cinematografias nas salas comerciais e nos canais de difusão de filmes no Brasil, reunimos cerca de vinte filmes de dez nacionalidades diferentes e com ênfase na produção contemporânea. Os longas de ficção, documentários e curtas-metragens que compõem a mostra são obras inovadoras e de entretenimento que demonstram tanto a maestria dos seus realizadores como a capacidade comunicativa de gêneros tão diversos como o melodrama, o thriller, a comédia e a experimentação.

O impacto das novas tecnologias e da indústria nigeriana (Nollywood) reconfigurou o mundo do audiovisual africano, permitindo a novos e originais agentes o acesso aos meios de produção. Neste momento excitante, queremos render tributo à mudança geracional produzida desde o início do século XXI em narrativas, histórias, protagonistas e indústrias cinematográficas africanas em países como Burkina Faso, Senegal, África do Sul, Nigéria e em especial o Quênia, país com destaque na nossa programação. A juventude com seus anseios, as realidades do cotidiano, desenganos e aspirações, o espaço urbano, os deslocamentos, o crescente papel da mulher à frente e detrás das câmeras, o universo da infância, os conflitos e suas subjetividades – todos estes são fios condutores a uma viagem de descoberta pela África e sua diáspora através do melhor dos seus cinemas.

Esta mostra é dedicada ao professor Mahomed Bamba, falecido em 2015, apaixonado pelo cinema e pesquisador dos cinemas africanos e da diáspora. Foi através de Bamba que nos conhecemos, e sem dúvida tudo o que fazemos juntas é um desdobramento do seu legado como professor, pesquisador e amigo querido. Esta mostra se potencializa com a sua presença imensa.

Ana Camila e Beatriz Leal

 

Read More