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Juju Stories

Juju Stories. Nigéria | 2021 | 84min | Ficção | 14 anos
Direção: Surreal16 Collective – Abba T. Makama, Michael Omonua e CJ “Fiery” Obasi

Roteiro: Surreal16 Collective
Fotografia: Femi Awojide
Elenco: Belinda Agedah Yanga, Paul Utomi, Elvis Poko

Sinopse

O que essas três histórias podem ter em comum? Uma mulher tentando forçar um homem a ficar com ela com um feitiço, um ladrão mesquinho que se transforma em um inhame depois de pegar um dinheiro que não lhe pertence, uma mulher que suspeita que sua melhor amiga obsessiva seja uma bruxa. Todas estão enraizadas no folclore nigeriano e nas lendas urbanas em torno do juju, ou no sistema de crença espiritual usado em algumas práticas religiosas na África Ocidental, nas quais objetos como amuletos e feitiços podem ter propriedades mágicas. Este filme nos imerge na exploração dessas práticas por meio dessas histórias divertidas e fascinantes contadas a partir de diferentes perspectivas e propostas estéticas, formando um ponto de encontro perfeito entre três novas vozes criativas, inovadoras e jovens com crenças e tradições profundas da cultura nigeriana.

Estreadas na edição de 2021 do Festival de Cinema de Locarno e ali premiadas com o prêmio Boccalino d’Oro da Crítica Independente, essas são as histórias que fazem parte do filme Juju Stories, antologia dirigida, escrita e produzida pelo coletivo nigeriano de cinema Surreal16. O filme inclui: “Love Potion” dirigido por Omonua, ‘YAM” dirigido por Makama e “Suffer The Witch” dirigido por Obasi.

Sobre os diretores

Michael Omonua se formou na escola de cinema UCA, Farnham e, desde então, completou mais de dez curtas-metragens e um longa-metragem. Seus filmes foram exibidos em muitos festivais de cinema, incluindo IFFR, London Short Film Festival, Encounters e AFRIFF. Em 2016, Omonua cofundou um coletivo de cineastas conhecido como The Surreal 16. Seu longa-metragem de estreia de Omonua, The Man Who Cuts Tattoos, teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Londres em 2019.

Abba T. Makama é artista visual e cineasta. Ele é o fundador e diretor criativo da OSIRIS FILM & ENTERTAINMENT, um grupo criativo que projeta ideias e estratégias para a mídia digital e tradicional. Abba estudou Cinema na prestigiosa New York University (N.Y.U). Seu filme de estreia Green White Green teve estreia mundial em 2016 no Festival Internacional de Cinema de Toronto e foi exibido em mais de 20 festivais internacionais, incluindo o Festival Internacional de Cinema de Estocolmo, a Semana da Crítica de Berlim e o Festival de Cinema de Carthage. Seu segundo longa, O Okoroshi Perdido, também estreou no TIFF, seguido por exibições no BFI London 2019 e Berlin Critics Week 2020.

C.J. “Fiery” Obasi cresceu assistindo filmes de terror na Hammer House e lendo romances de Stephen King. Muito mais tarde na vida, C.J. deixaria de lado seu diploma em Ciência da Computação da Universidade da Nigéria (UNN) para se lançar no cinema em tempo integral. Sua estreia no longa-metragem foi com “OJUJU”, e no curta-metragem com Hello, Rain, baseado em Hello, Moto, da autora de renome mundial Nnedi Okorafor – ambos exibidos em mais de 30 festivais de cinema. Obasi está atualmente na pós-produção de seu terceiro longa, Mami Wata – um filme de fantasia em preto e branco voltado para mulheres.

Sobre o Surreal16 Collective

Trabalhando em Nollywood e desiludidos com a abundância de comédias pastelão e filmes de casamento, o Surreal16 Collective, formado pelos cineastas Abba T. Makama, Michael Omonua e CJ “Fiery” Obasi tem como missão diversificar a produção e incentivar um novo tipo de cinema na Nigéria. Inspirado no movimento Dogma 95, o coletivo escreveu um manifesto contendo dezesseis regras e diretrizes que regem a realização de seus filmes. As regras foram anunciadas durante um painel no Africa International Film Festival 2017 após a exibição de seu primeiro filme antológico, o curta “Visions”, e foi seguido por um painel moderado intitulado: Nigerian Arthouse Cinema – Criando um Novo Tipo de Cinema. O painel foi moderado pelo renomado cineasta Newton Aduaka. Em 2021, o coletivo lançou sua segunda antologia, Juju Stories.