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“Kasala!” é exibido em Curitiba com apoio da Mostra de Cinemas Africanos

“Kasala!” é exibido em Curitiba com apoio da Mostra de Cinemas Africanos

O filme nigeriano “Kasala!”, um dos destaques da nossa curadoria 2019, será exibido em Curitiba dentro da Mostra Cordilheira com o apoio da Mostra de Cinemas Africanos. A exibição acontece no dia 13 de novembro às 19h no Museu da Imagem e do Som do Paraná, sob a coordenação dos curadores da Mostra de Cinema Negro Brasileiro da capital paranaese.

Cordilheira é o cineclube do mês de novembro no MIS-PR, espaço para exibição e reflexão da produção de realizadoras e realizadores negros ao longo da História do Cinema, evento feito em parceria com Andrei Bueno Carvalho, Bea Gerolin e Kariny Martins, membros da equipe de curadoria e produção da Mostra de Cinema Negro Brasileiro. Com exibições seguidas de bate papo, realizadas nas noites de quarta em novembro (das 19h00 às 22h00) a programação propõe exibições e conversas sobre filmes contemporâneos, uma pequena amostra do vasto território dos Cinemas Negros, com obras que expressam a singularidade de cada cineasta.

“Kasala!” é um filme nigeriano que conta a história do adolescente Tunji, que pega o carro de seu tio sem consentimento e chama seus amigos Chikodi, Effiong e Abraham para se aventurar com ele. O problema começa quando eles batem o carro e têm apenas algumas horas para conseguir dinheiro para o conserto, antes que o tio de Tunji volte do trabalho.

 

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Curadora da Mostra de Cinemas Africanos faz curadoria para festival na Escócia

Curadora da Mostra de Cinemas Africanos faz curadoria para festival na Escócia

A Mostra de Cinemas Africanos continua ampliando sua rede de atuação e fortalecendo parcerias dentro e fora do Brasil. A curadora Ana Camila Esteves foi convidada para fazer parte do time de curadoria da edição de 2019 do Africa in Motion, festival de cinemas africanos da Escócia. A brasileira se uniu a outros nomes de vários países do mundo para selecionar os filmes africanos que farão parte da programação deste ano do festival.

Além de recomendar dezenas de filmes africanos da temporada 2018-2018, Ana Camila montou uma sessão especial para o festival com curtas-metragens brasileiros de cineastas negros com o tema “Narrativas sobre a memória”. Na seleção, escolheu os filmes “Nome de Batismo – Alice” e “FotogrÁfrica”, de Tila Chitunda”, “Motriz”, de Taís Amordivino, “Travessia”, de Safira Moreira, e “Antes de Ontem”, de Caio Franco.

Todas as informações sobre a sessão “Narratives on Memory” podem ser encontradas no site oficial do Africa in Motion 2019.

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Mostra de Cinemas Africanos traz a São Paulo 24 filmes de 14 países do continente

Mostra de Cinemas Africanos traz a São Paulo 24 filmes de 14 países do continente

Evento promove janela de exibição da cinematografia africana contemporânea no Brasil, com diversos títulos inéditos no país. Em sua quarta edição, chega ao CineSesc em julho de 2019.

A Mostra de Cinemas Africanos, com curadoria de Ana Camila e Beatriz Leal, entra em sua quarta edição, desta vez no CineSesc em São Paulo, de 10 a 17 de julho. Durante uma semana, o público poderá conferir uma cuidadosa seleção de filmes africanos e afrodiaspóricos reconhecidos em grandes festivais e respaldados pela crítica e públicos internacionais.

Com o objetivo de mostrar a explosão de riqueza, criatividade e diversidade na última década de uma cinematografia com um pouco mais de meio século de vida, a Mostra reúne 23 títulos procedentes de 14 países, com atenção especial à produção contemporânea. A maioria dos filmes é inédita no Brasil ou em São Paulo, chance rara de assistir a importantes produções que circularam em grandes festivais e talvez nunca cheguem ao circuito comercial do Brasil. Ao total, são 15 longas e 9 curtas de ficção e documentário projetados no CineSesc. 

A sessão de abertura contará com o longa-metragem Supa Modo, do diretor queniano Likarion Wainaina, uma produção Quênia/Alemanha. Por sua delicadeza, ternura e maestria narrativa, é favorita do público internacional por sua declaração de amor ao cinema através da história de uma garota de nove anos com uma doença terminal que sonha em ser uma super-heroína. A sessão acontece em parceria com o Goethe-Institut, no dia 10 de julho, às 20h30, com entrada gratuita.

A Mostra de Cinemas Africanos se estabelece como um evento itinerante que coloca o Brasil na rota de circulação dos cinemas produzidos na África e sua diáspora. O evento possibilita que o público brasileiro acompanhe anualmente os lançamentos da cinematografia do continente e que crie repertório sobre ela. Nesta edição em São Paulo, a Mostra ganha um catálogo com apresentação dos filmes e debates com especialistas de renome internacional, sendo mais uma forma de incentivar a produção de conhecimento sobre um cinema inovador, original e com narrativas as mais diversas. 

CURADORIA DESTACA PROTAGONISMO FEMININO

A proeminência das mulheres na programação da Mostra reflete o crescimento exponencial no século 21 de filmes realizados por mulheres na África e na diáspora. As jovens diretoras africanas dominam gêneros tão heterogêneos como a comédia adolescente (Kasala!, da nigeriana Ema Edosio), a ficção científica afrofuturista (Afronautas, de Nuotama Bodomo, e Pumzi, de Wanuri Kahiu), o curta-metragem poético (Irmandade, da tunisiana Meryam Joobeur), o ensaio autobiográfico (Lua Nova, de Philippa Ndisi-Hermann) ou o melodrama experimental (Ame Quem Você Ama, da sul-africana Jenna Bass). 

Outras cineastas optam por usar o cinema como ferramenta de denúncia e espaço de abertura de diálogo, sem deixar de lado o entretenimento. É o caso do último trabalho de Wanuri Kahiu, Rafiki, que apresenta através de uma história de amor lésbico a perseguição à comunidade LGTBQI no Quênia; de Sofia (de Meryen Benm’Barek-Aloïsi) um melodrama social centrado na situação vulnerável da mulher violentada no Marrocos (ganhadora em Cannes do Prêmio de melhor roteiro no Un Certain Regard), ou o poderoso documentário sobre a força do ativismo para se opor a práticas de extração neocoloniais na Libéria (A Luta de Silas, de Hawa Essuman e Anjali Nayar). 

HOMENAGEM A DJIBRIL DIOP MAMBÉTY

Em reconhecimento aos pioneiros dos cinemas africanos, serão projetados dois longas de ficção do senegalês Djibril Diop Mambèty (1946-1998), tio de Mati Diop, primeira diretora africana negra a competir pela Palma de Ouro no último Festival de Cannes. De Mambéty, autor iconoclasta, irreverente e controverso, Touki Bouki (1973) e Hyènes (1992) são dois clássicos universais que serão exibidos em cópias recentemente restauradas e que ainda hoje ressoam por seus temas, mensagens e estilos cinematográficos.  

ATIVIDADES PARALELAS

Durante uma semana, a Mostra de Cinemas Africanos promoverá quatro sessões comentadas, sempre com especialistas e críticas de cinema. Receberemos as pesquisadoras Lúcia Monteiro, Kênia Freitas, Alessandra Meleiro e Jusciele Oliveira, que mediarão bate-papos com a plateia de filmes selecionados (ver programação). Teremos também uma edição do Cinema da Vela, onde as curadoras Ana Camila e Beatriz Leal, acompanhadas de Lúcia Monteiro e Jusciele Oliveira, conversarão sobre a desconstrução de estereótipos nos cinemas africanos contemporâneos. Pesquisadora e curadora de diversos festivais no mundo, Beatriz Leal oferecerá também o curso “Cinemas Africanos em Perspectiva”, com o objetivo de contextualizar esta cinematografia para o público interessado.

NARRATIVAS URBANAS, IMAGINÁRIOS OUTROS E CULTURAS DIVERSAS

Com uma curadoria que ressalta a diversidade de gêneros e formatos dos cinemas africanos, a Mostra destaca em sua programação as experiências do cotidiano em grandes cidades africanas, absorvidas por culturas diversas que criam imaginários outros do continente através do cinema, com inovação e originalidade. 

Servindo-se dos meios da poderosa indústria de cinema sul-africana, Michael Mathews e o nigeriano radicado na África do Sul Akin Omotoso nos estimulam a pensar sobre os caminhos da sociedade sul-africana pós-apartheid. O primeiro com uma estimulante alegoria em formato western (Five Fingers for Marseilles, Michael Matthews,) e o segundo através de um drama baseado em histórias reais de pessoas em situação de rua em Joanesburgo (Vaya, de Akin Omotoso). Já na região do Magrebe, temos uma história íntima e compassiva de um pai que reavalia sua vida ao se reencontrar com seu filho que abandonou do outro lado do Mediterrâneo (Look at Me, de Néjib Belkadhi). O longa, exibido no Festival de Berlim 2019, é um bom exemplo da força da indústria cinematográfica da Tunísia.

Diante do conjunto de heróis revolucionários de carne e osso que estiveram à frente das independências na África, o imaginário atual dos jovens africanos é composto por heróis dos quadrinhos e do cinema. Além de Supa Modo, outros filmes trazidos pela Mostra oferecem um panorama desses imaginários. Samantha Biffot nos revela, no documentário O Africano que Queria Voar, o gabonês Luc Bendza, primeiro campeão negro de wushu da história. Sua paixão pelo Kung Fu o levou a seguir os passos dos seus heróis na ficção (Bruce Lee e Wag Yu) e voar para a China para realizar seu sonho e acabar trabalhando com Jackie Chan nas telonas. O burquinense Cédric Ido, residente na França, completa esse quadro de referências com o instigante As Espadas, usando a linguagem das artes marciais para refletir sobre o futuro do planeta, também em uma perspectiva afrofuturista.

O papel da música como ingrediente da identidade cultural e como espaço expressivo íntimo e de interação social são os fios que unem os documentários Bakosó – O Afrobeats de Cuba e A Dança das Máscaras com o média-metragem Nora. Coreógrafa e bailarina de fama internacional, Nora Chipaumire volta ao seu país (Zimbábue) para compor um relato autobiográfico dançado, de imensa força comunicativa. De Moçambique, país vizinho, A Dança das Máscaras (Sara Gouveia) nos apresenta a Atanásio Nyusi, conhecido por sua destreza na dança tradicional Mapiko e nos força a refletir sobre a história do país desde a colonização. Bakosó, de Eli Jacobs-Fantauzzi, nos coloca em contato com um novo estilo musical afro-cubano que está dominando as ruas de Cuba, fruto da abertura internacional do país e das possibilidades de conexão com a ancestralidade africana. 

Por fim, o curta-metragem, formato inovador especialmente querido pela nova geração de realizadores africanos, ocupa um lugar destacado na Mostra com duas sessões temáticas: uma centrada no movimento do Afrofuturismo, e outra sobre as histórias íntimas mulheres e homens jovens nas cidades contemporânea da África e da diáspora. Estas novas vozes e narrativas de juventude transmitem a pulsão de um continente onde a média da população não chega aos 20 anos, e cuja explosão demográfica está apenas começando. 

 

SERVIÇO

Mostra de Cinemas Africanos – Edição São Paulo

de 10 a 17 de julho de 2019

CineSesc São Paulo (Rua Augusta, 2075)

Mais informações: www.facebook.com/mostradecinemasafricanos

PROGRAMAÇÃO

10 de julho (quarta-feira)

20h30- Supa Modo (Quênia, 2018)

(entrada gratuita)

11 de julho (quinta-feira)

15h- Nora (Reino Unido, Estados Unidos, 2018) + Bakosó – Afrobeats de Cuba (Cuba, 2019)

17h- A Dança das Máscaras (África do Sul, Portugal, 2018) + debate com Jusciele Oliveira

19h- Ame Quem Você Ama (África do Sul, 2014)

19h- CURSO Cinemas Africanos em Perspectiva (dia 01)

21h- Rafiki (Quênia, 2018)

12 de julho (sexta-feira)

14h30- Vaya (África do Sul, 2016)

17h- A Luta de Silas (África do Sul, Quênia, Canadá, 2017)

19h- Olhe pra Mim (Tunísia, França, Catar, 2018)

19h- CURSO Cinemas Africanos em Perspectiva (dia 02)

21h- Kasala! (Nigéria, 2018)

13 de julho (sábado)

15h- Sessão de curtas “Narrativas Urbanas”: Koka, O Açougueiro (Egito, Alemanha, 2018); O Rei do Mercado (Quênia, EUA, 2014); Pela Ternura (França, 2016)

17h- Irmandade (Tunísia, 2018) + Lua Nova (Quênia, 2018)

19h- Nora (Reino Unido, Estados Unidos, 2018) + Bakosó – Afrobeats de Cuba (Cuba, 2019)

21h- Sofia (Marrocos, 2018) + debate com Alessandra Meleiro

14 de julho (domingo)

14h30- As Espadas (Burkina Faso, 2011) + O Africano que Queria Voar (Gabão, 2016)

16h30- Sessão de curtas “Afrofuturismo”: Pumzi (Quênia, África do Sul, 2009), Afronautas (Gana, EUA, 2014), Gagarine (França, 2015), As Espadas (Burkina Faso, 2011) + debate com Kênia Freitas

18h30- Cinco Dedos por Marselha (África do Sul, 2017)

21h- Olhe pra Mim (Tunísia, França, Catar, 2018)

15 de julho (segunda-feira)

15h- Supa Modo (Quênia, 2018)

17h- Kasala! (Nigéria, 2018)

19h- Sofia (Marrocos, 2018)

21h- Touki Bouki (Senegal, 1973) + debate com Lúcia Monteiro

16 de julho (terça-feira)

15h- A Luta de Silas (África do Sul, Quênia, Canadá, 2017)

17h- A Dança das Máscaras (África do Sul, Portugal, 2018)

19h- Irmandade (Tunísia, 2018) + Lua Nova (Quênia, 2018)

19h30 – Cinema da Vela: “Desconstruindo estereótipos dos cinemas africanos”

21h- Cinco Dedos por Marselha (África do Sul, 2017)

17 de julho (quarta-feira)

14h30- Vaya (África do Sul, 2016)

17h- Ame Quem Você Ama (África do Sul, 2014)

19h- As Espadas (Burkina Faso, 2011) + O Africano que Queria Voar (Gabão, 2016)

21h- Hienas (Senegal, 1992)

 

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Primeira edição do Cine África apresenta o filme “Republica di mininus”, de Flora Gomes, em Salvador

Primeira edição do Cine África apresenta o filme “Republica di mininus”, de Flora Gomes, em Salvador.

Em abril, a Mostra de Cinemas Africanos e o Circuito SALADEARTE estreiam o projeto Cine África. Com curadoria de Ana Camila, o projeto exibe mensalmente filmes africanos em sessões comentadas na Saladearte Cinema da UFBA.

A ideia é expandir o conceito da Mostra de Cinemas Africanos – que aconteceu em Salvador em novembro de 2018 – para uma periodicidade que abranja o ano inteiro, oferecendo ao público de Salvador a oportunidade de ver muitos filmes produzidos no continente africano e, por sua vez, criar repertório sobre esta cinematografia. O foco das sessões serão filmes lançados a partir dos anos 2000, havendo a possibilidade de sessões de filmes mais clássicos.

A primeira sessão acontece dia 06 de abril (sábado), às 16h30, com a exibição do longa-metragem “Republica di Mininus”, do cineasta Flora Gomes, de Guiné-Bissau. Lançado em 2012, o filme narra uma história de esperança na construção de um mundo melhor, principalmente para as crianças. Confira sinopse abaixo.

Como a proposta do Cine África é fomentar o repertório de cinemas africanos, todas as sessões serão comentadas por especialistas em cinema ou em temas correlatos aos filmes exibidos, ou por cinéfilos e críticos de cinema convidados. Nesta primeira edição, convidados a pesquisadora Jusciele Oliveira, especialista na obra do Flora Gomes e também responsável por conseguir, junto ao diretor, os direitos para exibição do longa na estreia do Cine África.

Conduzindo o bate-papo pós-sessão, Jusciele apresentará um contexto da obra do Flora Gomes, a importância do diretor na trajetória dos cinemas africanos e comentários críticos sobre o filme, em uma conversa aberta com o público.

O Cine África acontecerá sempre nos primeiros sábados de cada mês, às 16h30 na Saladearte Cinema da UFBA. Os valores dos ingressos seguem o padrão da sala.

SINOPSE DE “REPUBLICA DE MININUS”:

Num país em Guerra, assustados pelas tragédias que eles próprios provocaram, os adultos desaparecem, abandonando as crianças à sua sorte. Para conseguirem sobreviver a esta nova realidade, serão obrigados a unir-se. E assim surge “A Republica di Mininus”, onde o polícia, político, médico, patrão e empregado são apenas crianças. Nesta nova sociedade a união, respeito e harmonia são palavras de ordem, mas subitamente a paz instituída é quebrada quando cinco crianças soldados chegam à Republica di Mininus. Trazem consigo passados difíceis e atitudes conturbadas, pelo qual são obrigados a passar por uma prova imposta pelos meninos da nova sociedade: ou se aceitam uns aos outros como um grupo, ou terão de partir novamente para um mundo sem esperança, onde a sobrevivência é algo que não existe. 

SERVIÇO

Cine África #1
Com o filme “Republica di Mininus” (de Flora Gomes. Guiné-Bissau, 2012)
Bate-papo pós-sessão com Jusciele Oliveira
Dia 06 de abril de 2019 (sábado), às 16h30
Na SALADEARTE Cinema da UFBA (Av. Reitor Miguel Calmon, s/n, PAC – Vale do Canela)

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Mostra de Cinemas Africanos traz 8 filmes inéditos do continente negro a Aracaju

Mostra de Cinemas Africanos traz 8 filmes inéditos do continente negro a Aracaju

Muitos inéditos no Brasil e todos exibidos pela primeira vez em Sergipe, filmes apresentam a diversidade estética e narrativa da cinematografia africana. 

Com curadoria de Ana Camila Esteves (Brasil) e Beatriz Leal Riesco (Espanha/ Estados Unidos), a Mostra de Cinemas Africanos acontece pela primeira vez em Aracaju, de 07 a 10 de fevereiro de 2019, no Cinema Vitória. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). A mostra reúne 08 filmes de longa-metragem dos cinemas africanos contemporâneos, muitos inéditos no Brasil e que serão exibidos pela primeira vez em Sergipe. Dirigidos por cineastas do Sudão, África do Sul, Nigéria, Burkina Faso e Quênia, os filmes variam entre ficção e documentário. A programação conta também com duas sessões comentadas por especialistas em cinema, África e temas afins à mostra. Chance rara de conhecer e discutir uma cinematografia vibrante e diversa em temáticas, paisagens e estéticas.

O recorte curatorial atende à demanda por proporcionar espaços de exibição no Brasil de filmes recentes produzidos na África nos últimos cinco anos, bem como promove o contato do público com as estéticas e narrativas presentes numa cinematografia quase completamente desconhecida do público brasileiro. A Mostra já passou por Salvador e Porto Alegre, e depois de Aracaju segue para outras cidades brasileiras. 

SERVIÇO
Mostra de Cinemas Africanos | edição Aracaju
De 07 a 10 de fevereiro de 2019
No Cinema Vitória
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

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Mostra de Cinemas Africanos chega a Porto Alegre em dezembro

Mostra de Cinemas Africanos chega a Porto Alegre em dezembro na Cinemateca Capitólio

Evento exibirá 22 filmes, vários inéditos no Brasil, que apresentam diversidade estética e narrativa dos cinemas africanos contemporâneos

Porto Alegre recebe entre os dias 7 e 16 de dezembro a Mostra de Cinemas Africanos, que será realizada na Cinemateca Capitólio Petrobras. Serão exibidos no evento 22 filmes, entre longas e curtas-metragens de ficção e documentário, produzidos a partir de 2011 em países como Sudão, África do Sul, Quênia, Nigéria, Senegal e Burkina Faso, além de obras dirigidas por cineastas de origem africana em diáspora, especialmente na França. Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada). A programação contará também com quatro debates em sessões comentadas por especialistas em cinema, África e temas afins à mostra. É uma chance rara de conhecer e discutir uma cinematografia vibrante e diversa em temáticas, paisagens e estéticas nessa que será a última mostra da Cinemateca Capitólio Petrobras em 2018.

A curadoria, assinada pela jornalista, produtora e pesquisadora Ana Camila Esteves (Brasil) e pela curadora e pesquisadora Beatriz Leal Riesco (Espanha/Estados Unidos), foi pensada como forma de proporcionar ao público brasileiro o acesso a filmes produzidos na África nos últimos cinco anos, bem como promover o contato com as estéticas e narrativas presentes numa cinematografia quase completamente desconhecida no país. 

A abertura da Mostra de Cinemas Africanos em Porto Alegre será na sexta-feira, dia 07 de dezembro, às 20h, com o longa-metragem queniano “Supa Modo”, de Likarion Wainaina. O filme, inédito no Brasil, narra a história de Jo, uma garota de nove anos que tem uma doença terminal e é levada de volta à sua vila rural de origem para viver seus últimos dias. O único conforto nesse momento difícil é sonhar em ser uma super-heroína. Fugindo dos clichês de “filme de doentes terminais”, “Supa Modo” comove pela doçura, humor e simplicidade de uma história para todas as idades. Estreou no Festival de Berlim 2018 e desde então tem sido exibido em diversos eventos pelo mundo. O longa foi escolhido para representar o Quênia na disputa pela indicação de melhor filme estrangeiro no Oscar 2019.

A mostra também traz em primeira mão a Porto Alegre o longa-metragem queniano “Rafiki”, da diretora Wanuri Kahiu, que se tornou um dos filmes mais importantes do ano no circuito internacional de festivais, após a exibição em Cannes. O longa mostra uma história de amor entre duas meninas e foi banido no Quênia, país onde a homossexualidade é proibida por lei. Um detalhe importante sobre a curadoria é que mais da metade dos filmes que integram a programação foi dirigida por cineastas mulheres e as obras permitem discutir temáticas voltadas ao feminino, como sexualidade lésbica negra, representatividade feminina negra e os conflitos entre tradição e modernidade na África contemporânea.  

A Mostra de Cinemas Africanos tem parceria com o Instituto Francês, o New York African Film Festival (NYAFF, que em 2018 completou 25 anos), o FESTiFRANCE e o Wallay – Barcelona African Film Festival, além da Cinemateca Francesa e do Instituto Francês. A realização é da empresa produtora Ana Camila Comunicação & Cultura, com apoio da Secretaria da Cultura de Porto Alegre, através da Cinemateca Capitólio Petrobras. O evento tem duas edições no Brasil: em novembro, a mostra aconteceu em Salvador. A produção local da edição de Porto Alegre é da jornalista, pesquisadora e professora universitária Gabriela Almeida.

AQUECIMENTO

No dia 30 de novembro, às 21h, será realizada uma sessão especial do Projeto Raros, da Cinemateca Capitólio Petrobras, de aquecimento para a mostra. Será exibido o filme “Ô Sol” (Soleil O, 1969, 98 minutos), dirigido por Med Hondo, um dos nomes mais importantes do cinema da Mauritânia. Clássico do cinema político africano, “Ô Sol” mostra um homem da Mauritânia que está feliz da vida: escolhido para assumir uma vaga em Paris, na França, ele espera finalmente mudar de vida e se encontrar no mundo. Embora tenha boa educação, ele acaba tendo muitas dificuldades para se estabelecer no país, e se vê cercado pelo racismo, pela indiferença e preconceito. Aos poucos, o sonho de uma vida diferente na terra dos colonizadores vai se desfazendo. O filme será apresentado pelo crítico e pesquisador Pedro Henrique Gomes e a entrada é gratuita.

EIXOS CURATORIAIS

Se o acesso aos clássicos do cinema africano é pequeno e recente, o mesmo ocorre com a produção contemporânea do continente, que vem se destacando pela singularidade de suas tramas, seus formatos, o alcance de suas mensagens e os trânsitos e a fluidez entre os gêneros narrativos, enquanto se afirma em termos autorais de forma autônoma. Os títulos escolhidos pelas curadoras para compor a mostra dão especial destaque a três eixos temáticos-narrativos:

  • O feminino: a produção feita por mulheres no continente africano é destaque na programação, com os longas “Rafiki” (Quênia, 2018, de Wanuri Kahiu), “Solte a voz” (França, 2018, de Amandine Gay) e “M de menino” (Nigéria, 2013, de Chika Anadu). Não só dirigidos por mulheres, mas que trazem à tona os dilemas da mulher negra na sociedade contemporânea, uma aproximação importantíssima entre África e Brasil.
  • Universo da infância: longe de ser filmes para crianças, a curadoria selecionou filmes que tratam do universo infantil a partir de um olhar de cuidado e muita sensibilidade para as angústias e tropeços da vida de crianças negras na África e na diáspora. “Supa Modo” (Quênia, 2018, de Likarion Wainaina) e “Wallay” (Burkina Faso, 2017, de Berni Goldblat) são os longas que representam este eixo, enquanto uma sessão de curtas curada em parceria com o New York African Film Festival, com obras do Senegal, Burkina Faso e Quênia, se desdobra em sensíveis abordagens da infância.
  • Ativismo e micropolíticas: ainda que os dois eixos acima possam ser considerados micropolíticos em seus ativismos, a curadoria selecionou alguns títulos que mostram ao público brasileiro como os africanos lidam em seu cotidiano com situações de vulnerabilidade. Longas como “Vaya” (África do Sul, 2016, de Akin Omotoso) e “No ritmo do Antonov” (Sudão, 2014, de hajooj kuka) apresentam narrativas realistas sobre seus respectivos países, além de outros curtas e longas que oferecem um panorama dos dilemas contemporâneos da vida em diferentes regiões do continente.

PROGRAMAÇÃO

DIA 07/12 (sexta-feira)

20h – Abertura da mostra com “Supa Modo”, de Likrarion Wainaina (Quênia, 2018)

* Debate pós-sessão: Distribuição e circulação dos cinemas africanos: o acesso aos filmes

Convidados: Ana Camila Esteves (curadora da mostra e pesquisadora) e Pedro Henrique Gomes (jornalista, crítico de cinema e pesquisador) 

DIA 08/12 (sábado)

18h30 – “Wallay”, de Berni Goldblat (Burkina Faso/França, 2017)

20h – “Rafiki”, de Wanuri Kahiu (Quênia, 2018)

* Debate pós-sessão: Por um cinema negro, feminino e LBTQ

Convidadas: Carla Rabelo (professora da Unipampa), Fernanda Nascimento (pesquisadora/doutoranda no Programa Multidisciplinar em Ciências Humanas da UFSC) e Lorena Risse (pesquisadora/doutoranda em Ciências da Comuniação na Unisinos)

DIA 09/12 (domingo)

18h30 – “Vaya”, de Akin Omotoso (África do Sul, 2016)

20h30 – Programa de curtas: parceria New York African Film Festival

DIA 11/12 (terça-feira)

19h30 – “Solte a voz”, de Amandine Gay (França, 2018)

* Debate pós-sessão: Representatividade feminina negra: desdobramentos entre África e Brasil

Convidadas: Fernanda Bastos (jornalista, escritora, mestranda em Comunicação e Informação na UFRGS e criadora da editora Figura de Linguaugem), Camila Andrade (pesquisadora/doutoranda em Ciência Política na UFRGS) e Fernanda Carvalho (jornalista da TV Nação Preta e ativista do movimento negro)

DIA 12/12 (quarta-feira)

18h30 – “Supa Modo”, de Likarion Wainaina (Quênia, 2018)

DIA 13/12 (quinta-feira)

18h30 – “Rafiki”, de Wanuri Kahiu (Quênia, 2018) 

Dia 14/12 (sexta-feira)

18h30 – “No ritmo do Antonov”, de hajooj kuka (Sudão, 2014)

Dia 15/12 (sábado)

15h45 – Programa de curtas: parceria FestiFrance

18h – “Martha & Niki”, de Tora Mårtens (Suécia, 2016)

* Debate pós-sessão: Mulheres e culturas urbanas

Dia 16/12 (domingo)

14h –  Programa de curtas: filmes de Ekwa Msangi (Quênia) + “Árvore sem frutos”, de Aïcha Macky (Franca/Níger, 2016)

16h – “M de Menino”, de Chika Anadu (Nigéria, 2013)

TEXTO DA CURADORIA

Pela primeira vez em Salvador e Porto Alegre apresentamos uma seleção de filmes africanos representativos da riqueza cinematográfica da África e sua diáspora. Com o objetivo de abrir uma janela de exibição para a imensa criatividade africana e minimizar a inaceitável ausência destas cinematografias nas salas comerciais e nos canais de difusão de filmes no Brasil, reunimos cerca de vinte filmes de dez nacionalidades diferentes e com ênfase na produção contemporânea. Os longas de ficção, documentários e curtas-metragens que compõem a mostra são obras inovadoras e de entretenimento que demonstram tanto a maestria dos seus realizadores como a capacidade comunicativa de gêneros tão diversos como o melodrama, o thriller, a comédia e a experimentação.

O impacto das novas tecnologias e da indústria nigeriana (Nollywood) reconfigurou o mundo do audiovisual africano, permitindo a novos e originais agentes o acesso aos meios de produção. Neste momento excitante, queremos render tributo à mudança geracional produzida desde o início do século XXI em narrativas, histórias, protagonistas e indústrias cinematográficas africanas em países como Burkina Faso, Senegal, África do Sul, Nigéria e em especial o Quênia, país com destaque na nossa programação. A juventude com seus anseios, as realidades do cotidiano, desenganos e aspirações, o espaço urbano, os deslocamentos, o crescente papel da mulher à frente e detrás das câmeras, o universo da infância, os conflitos e suas subjetividades – todos estes são fios condutores a uma viagem de descoberta pela África e sua diáspora através do melhor dos seus cinemas.

Esta mostra é dedicada ao professor Mahomed Bamba, falecido em 2015, apaixonado pelo cinema e pesquisador dos cinemas africanos e da diáspora. Foi através de Bamba que nos conhecemos, e sem dúvida tudo o que fazemos juntas é um desdobramento do seu legado como professor, pesquisador e amigo querido. Esta mostra se potencializa com a sua presença imensa. 

Ana Camila e Beatriz Leal

 

FICHA TÉCNICA

Realização: Ana Camila Comunicação & Cultura
Curadoria: Ana Camila e Beatriz Leal
Curadoria das mesas de debates: Gabriela Almeida
Produção local: Gabriela Almeida
Programação: Gabriela Almeida e Ana Camila
Identidade visual e material gráfico: Jéssica Soares
Vídeos: Caroline Musskopf
Assessoria de imprensa: Bebê Baumgarten
Apoio: Instituto Francês e Cinemateca Francesa, New York African Film Festival, FESTiFRANCE, Wallay – Barcelona African Film Festival e Secretaria da Cultura | Prefeitura de Porto Alegre.

SERVIÇO
Mostra de Cinemas Africanos | edição Porto Alegre
De 07 a 16 de dezembro de 2018
Na Cinemateca Capitólio Petrobras
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Informações: https://www.facebook.com/africanfilmfestivalBR/ 

INFORMAÇÕES À IMPRENSA:
Bebê Baumgarten Comunicação
51 3028.4201 / 98111.8703
bebe@bebebaumgarten.com

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Mostra de Cinemas Africanos traz 20 filmes do continente negro a Salvador

Mostra de Cinemas Africanos traz 20 filmes do continente negro a Salvador

Muitos inéditos no Brasil e todos exibidos pela primeira vez na Bahia, filmes apresentam a diversidade estética e narrativa da cinematografia africana.

Banido no Quênia e ovacionado em Cannes, o longa “Rafiki” é um dos destaques da mostra.

Com curadoria de Ana Camila Esteves (Brasil) e Beatriz Leal Riesco (Espanha/ Estados Unidos), a Mostra de Cinemas Africanos acontece pela primeira vez em Salvador, de 22 a 28 de novembro, no Cinema do Museu do circuito Saladearte. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). A mostra reúne 20 filmes de curta e de longa-metragem dos cinemas africanos contemporâneos, muitos inéditos no Brasil e que serão exibidos pela primeira vez na Bahia. Dirigidos por cineastas de países como Senegal, Sudão, África do Sul, Nigéria e Quênia, os filmes variam entre ficção e documentário. A programação conta também com cinco sessões comentadas por especialistas em cinema, África e temas afins à mostra. Chance rara de conhecer e discutir uma cinematografia vibrante e diversa em temáticas, paisagens e estéticas.

O recorte curatorial atende à demanda por proporcionar espaços de exibição no Brasil de filmes recentes produzidos na África nos últimos cinco anos, bem como promove o contato do público com as estéticas e narrativas presentes numa cinematografia quase completamente desconhecida do público brasileiro. A decisão por promover a primeira edição em Salvador deriva principalmente da conexão da cidade com o continente africano e a necessidade de promover atividades e eventos que permitam a uma população, ela mesma oriunda da diáspora, o conhecimento de estéticas e modos de vida inseridos em experiências africanas do/no presente. Em dezembro a mostra segue para Porto Alegre.

NOITE DE ABERTURA

A mostra abre dia 22 de novembro às 18h30 com o filme “Rafiki“, o primeiro longa-metragem dirigido por uma mulher no Quênia, a cineasta Wanuri Kahiu, e o primeiro filme a representar o país no Festival de Cannes no início deste ano. Banido no seu país de origem, onde a homossexualidade é crime, o filme conta a história de amor entre duas adolescentes. A sessão contará com a presença de Taís Amordivino e Loiá Fernandes, realizadoras da Cinequebradas, evento que busca dar visibilidade a filmes realizados por e para mulheres negras LBTQs (Lésbicas, bissexuais, Transsexuais e Queer), para um bate-papo pós-sessão. Outro longa que tem rodado por muitos países e estreia no Brasil através da mostra é o “Supa Modo”, do diretor queniano Likarion Wainaina. A narrativa conta a história de Jô, uma jovem que sofre uma doença degenerativa e sonha em se tornar uma heroína. Como tentativa de realizar o seu desejo, toda a vila onde a jovem mora trama um plano genial na qual ela será a protagonista.

A Mostra de Cinemas Africanos tem parceria com o Instituto Francês, o New York African Film Festival (NYAFF, que em 2018 completou 25 anos), o FESTiFRANCE e o Wallay – Barcelona African Film Festival, além da Cinemateca Francesa e do Instituto Francês. Realização da Ana Camila Comunicação & Cultura e do Circuito SALADEARTE.

SERVIÇO
Mostra de Cinemas Africanos | edição Salvador
De 22 a 28 de novembro de 2018
Na SALADEARTE Cinema do Museu
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

PROGRAMAÇÃO

DIA 22/11 (quinta-feira)
18h30 – “Rafiki”, de Wanuri Kahiu (Quênia, 2018)
* Exibição do curta “Amor de Orí”, de Bruna Barros
* Bate-papo pós-sessão: Por um cinema negro, feminino e LBTQ, com a Cinequebradas
20h40 – “Wallay”, de Berni Goldblat (Burkina Faso/França, 2017)

DIA 23/011 (sexta-feira)
18h30 – “No ritmo do Antonov”, de hajooj kuka (Sudão, 2014)
* Bate-papo pós-sessão: Estéticas da (r)existência em regiões de conflitos
20h30 – “Martha & Niki”, de Tora Mårtens (Suécia, 2016)

DIA 24/11 (sábado)
18h30 – “Fronteiras”, de Apolline Traoré (Burkina Faso, 2017)
20h30 – “Supa Modo”, de Likarion Wainaina (Quênia, 2018)

DIA 25/11 (domingo)
18h30 – “Vaya”, de Akin Omotoso (África do Sul, 2016)
20h30 – “Rafiki”, de Wanuri Kahiu (Quênia, 2018)

DIA 26/11 (segunda-feira)
18h30 – “Supa Modo”, de Likarion Wainaina (Quênia, 2018)
20h – Programa de curtas 1: parceria FestiFrance
* Bate-papo pós-sessão: Vivências diaspóricas e diferença

DIA 27/11 (terça-feira)
18h30 – “Rafiki”, de Wanuri Kahiu (Quênia, 2018)
20h – Programa de curtas 2: parceria New York African Film Festival
* Bate-papo pós-sessão: O cinema e as experiências de infância e juventude no sul global 

Dia 28/11 (quarta-feira)
18h30 – “Solte a voz”, de Amandine Gay (França, 2018)
* Bate-papo pós-sessão: Representatividade feminina negra: desdobramentos entre África e Brasil

INFORMAÇÕES À IMPRENSA:
Ana Camila Comunicação & Cultura
Jornalista responsável: Gisele Santanajornalismo.gi@gmail.com
(71) 98872-5492 (OI) / 99234-2581 (TIM) 

EIXO CURATORIAL

Se o acesso aos clássicos do cinema africano é pequeno e recente, o mesmo ocorre com a produção contemporânea do continente, que vem se destacando pela singularidade de suas tramas, seus formatos, o alcance de suas mensagens e os trânsitos e a fluidez entre os gêneros narrativos, enquanto se afirma em termos autorais de forma autônoma. Os títulos escolhidos pelas curadoras para compor a mostra dá especial destaque a três eixos temáticos-narrativos:

  • Universo da mulher: a produção feminina no continente africano é destaque na programação, com os longas “Rafiki” (Quênia, 2018, de Wanuri Kahiu), “Solte a voz” (França, 2018, de Amandine Gay) e “Fronteiras” (Burkina Faso, 2017, de Apolline Traoré). Não só dirigidos por mulheres, mas que trazem à tona os dilemas da mulher negra na sociedade contemporânea, um gancho importantíssimo entre África e Brasil.
  • Universo da infância: longe de serem filmes para crianças, a curadoria selecionou filmes que tratam do universo infantil a partir de um olhar de cuidado e muita sensibilidade para as angústias e tropeços da vida de crianças negras na África e na diáspora. “Supa Modo” (Quênia, 2018, de Likarion Wainaina) e “Wallay” (Burkina Faso, 2017, de Berni Goldblat) são os longas que representam este eixo, enquanto uma sessão de curtas do Senegal, Burkina Faso e Quênia se desdobra em sensíveis abordagens da infância.
  • Ativismo e micropolíticas: ainda que os dois eixos acima possam ser considerados micropolíticos em seus ativismos, a curadoria selecionou alguns títulos que mostram ao público brasileiro como os africanos lidam em seu cotidiano com situações de vulnerabilidade. Longas como “Vaya” (África do Sul, 2016, de Akin Omotoso) e “No ritmo do Antonov” (Sudão, 2014, de hajooj kuka) apresentam narrativas realistas sobre seus respectivos países, além de outros curtas e longas que oferecem um panorama dos dilemas contemporâneos da vida em diferentes regiões do continente.

 

FICHA TÉCNICA

Realização: Ana Camila Comunicação & Cultura
Produção: Ana Camila e Gabriela Almeida
Curadoria: Ana Camila e Beatriz Leal
Programação: Ana Camila e Marcelo Sá
Curadoria das mesas de debates: Gabriela Almeida
Apoio: Instituto Francês e Cinemateca Francesa, New York African Film Festival, FESTiFRANCE e Wallay – Barcelona African Film Festival.

TEXTO DA CURADORIA

Pela primeira vez em Salvador apresentamos uma seleção de filmes africanos representativos da riqueza cinematográfica da África e sua diáspora. Com o objetivo de abrir uma janela de exibição para a imensa criatividade africana e minimizar a inaceitável ausência destas cinematografias nas salas comerciais e nos canais de difusão de filmes no Brasil, reunimos cerca de vinte filmes de dez nacionalidades diferentes e com ênfase na produção contemporânea. Os longas de ficção, documentários e curtas-metragens que compõem a mostra são obras inovadoras e de entretenimento que demonstram tanto a maestria dos seus realizadores como a capacidade comunicativa de gêneros tão diversos como o melodrama, o thriller, a comédia e a experimentação.

O impacto das novas tecnologias e da indústria nigeriana (Nollywood) reconfigurou o mundo do audiovisual africano, permitindo a novos e originais agentes o acesso aos meios de produção. Neste momento excitante, queremos render tributo à mudança geracional produzida desde o início do século XXI em narrativas, histórias, protagonistas e indústrias cinematográficas africanas em países como Burkina Faso, Senegal, África do Sul, Nigéria e em especial o Quênia, país com destaque na nossa programação. A juventude com seus anseios, as realidades do cotidiano, desenganos e aspirações, o espaço urbano, os deslocamentos, o crescente papel da mulher à frente e detrás das câmeras, o universo da infância, os conflitos e suas subjetividades – todos estes são fios condutores a uma viagem de descoberta pela África e sua diáspora através do melhor dos seus cinemas.

Esta mostra é dedicada ao professor Mahomed Bamba, falecido em 2015, apaixonado pelo cinema e pesquisador dos cinemas africanos e da diáspora. Foi através de Bamba que nos conhecemos, e sem dúvida tudo o que fazemos juntas é um desdobramento do seu legado como professor, pesquisador e amigo querido. Esta mostra se potencializa com a sua presença imensa.

Ana Camila e Beatriz Leal

 

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